Missões
urbanas um desafio para a Igreja atual
Jeverson Nascimento[1]
Alan Myatt[2]
RESUMO
Em primeiro lugar neste
artigo vamos tratar sobre violência e suas características depois violência
urbana, e o que é urbanização os efeitos dos inchaços nas cidades, conhecidos
como pobreza, Violência Urbana; Drogas; Trafico; Álcool; Encarcerados Doentes; Prostituição;
com levantamentos de dados da Onu analisamos o que é favelas no brasil seus
problemas sociais, entendemos violência de duas formas violência urbanas
dividimos em violência na favela e violência nos grandes centros, em seguida
Missões Urbanas e suas funções, .
Palavras-chave: Violência Urbana; Drogas;
Trafico; Álcool; Encarcerados, Doentes; Prostituição; Missões Urbanas.
INTRODUÇÃO
Há uma
necessidade de se refletir a respeito de Missões Urbanas. O que é uma missão do
corpo de Cristo Jesus, missão esta que se torna cada vez mais complexa e
urgente devido às transformações aceleradas na sociedade atual. No que diz
respeito à urbanização esse evento é conhecido por um êxodo do campo para as
cidades, esse evento causou um grande inchaço nas cidades do brasil. Tendo em
vista esse inchaço neste cenário, neles acontecem alterações nos projetos das
cidades que vão sendo alternados e acabam formando suas particularidades, suas
favelas, e suas diversas comunidades. Por outro lado, a igreja deve acompanhar
todas as transformações da sociedade sendo sal da terra para não perder o
diálogo com a sociedade atual, precisa ser a luz do mundo. Dessa forma se faz
necessária essa reflexão sobre a seguinte pergunta: Como Falar e Fazer Missão
Urbana Hoje? Essa resposta é um desafio, mas também uma responsabilidade nossa
CONCEITOS DE VIOLENCIA
Etimologia da palavra Violência
segundo dicionário de português
s.f.
Qualidade ou caráter de violento. Ação violenta: cometer violências.
Ato
ou efeito de violentar. Opressão, tirania: regime de violência.
Direito
Constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém.[3]
Outros significados de violência são conferidos
pelo dicionário Aurélio, que apresenta constrangimento físico ou moral, como
uma forma de violência. Ainda possui violência no tocante a uso da força bruta;
coação; violentar; exercer violência sobre; forçar; torcer o sentido de;
alterar e inverter em todas essas palavras chaves é possível identificar algum
tipo de violência, contra alguém ou contra algo específico. Palavra chaves
também relacionadas a violência são ato de constranger, Violência que
tira liberdade de ação, Acanhamento, embaraço.
Com o aumento desenfreado da violência no
mundo violência têm sido a pauta de discursão em todo o mundo a luta pelo
combate a violência que tem se tornado prioridade e se intensificado nos
últimos anos no Mundo. Em contrapartida visualizamos governos prometendo
combater a violência e como prioridade trazer um aumento na segurança pública.
Promessas essas que serviços desta natureza seriam de qualidade para toda a
população, trazem uma falsa sensação de segurança, todas essas propostas são
segundo os governantes para prevenir a violência, mas será que violência é um problema
só do governo ou da segurança pública? O direito é um dos responsáveis por
garantir os direitos básicos dos sida does e também tem seu papel direto no
combate a violência, seja qual for o tipo de violência ela precisa ser
combatida, seja na infância, adolescência juventude ou fase adulta violência
deve ser combatida, não são poucos no brasil os hospitais, ongs, igrejas e
diversas religiões tem desenvolvido trabalhos sócias no combate a violência e a
pobreza. No combate a violência não podemos deixar de fora o combate ao álcool
e as drogas que podem ser geradores de atos de violência, é preciso destacar
que violência não está somente nas classes pobres. Violência é encontrada até
nas classes mais abastardas e ricas nelas também encontramos padrões de
violência, é importante salientar que mesmo nas classes ricas problemas de
álcool e drogas são visíveis e também possíveis geradores de violência. O que é
violência então e como se manifesta?
Para GROSSI Violência, pode assustar, chocar e desafiar, sendo
considerado “um predicativo do jeito humano de ser” (GROSSI, 2001, p. 47). A
ideia que o autor passa aqui é que violência pode se tornar um modo de viver um
modo de ser daí então os comportamentos violentos de algumas pessoas. Já segundo PORTELLA, ela manifesta-se de
várias formas, classificadas como violência doméstica, familiar, urbana,
comunitária, institucional, social, política, simbólica, de gênero e estrutural
(NARWAZ.In: PORTELLA, 2006, p. 61). E para MICHAUD
Há violência
quando numa situação de interação, um ou vários Autores agem de maneira direta
ou indireta, maciça ou esparsa, causando danos a uma ou várias pessoas, seja em
sua integridade física, seja em sua integridade moral, em suas posses, ou em
suas participações, ou em suas participações simbólicas ou culturais.[4]
Compreendemos a partir deste ponto que o homem é que é capaz de exercer
violência, e que violência sempre vem carregada de abuso, brutalidade, ofensa,
destruição e crueldade. Para MULLER a violência tem um significado mais
profundo ele vai dizer que
Abusar de
alguém é violá-lo. Toda a violência exercida contra o homem é uma violação: a
violação do seu corpo, da sua identidade, da sua personalidade, da sua
humanidade”. A violência fere e magoa a humanidade daquele que a sofre e também
daquele que a exerce.[5]
O que fica cada vez mais claro é que tanto quem
comete quanto quem pratica tem perdas quando o assunto é violência. O abuso é
um assunto que deve ser tratado com cuidado, pois não estamos falando só de
buling, mas de abuso psicológico, físico e sexual. Nos quais também os danos
dramáticos levando muito tempo para uma recuperação da vida, das forças, do
auto estima e muitas vezes em alguns casos são irreversíveis. Quando o assunto
é violência, que já vem de berço, ou seja, está enraizada em casa, para a
autora MATOS, Marlene:
São várias as questões
que reforçam as condições facilitadoras para o aparecimento de atitudes
violentas entre parceiros, tais como: dificuldade de comunicação, histórico
familiar de violência, estresse, dependência química, dificuldades financeiras,
desemprego, insegurança, valores e modelos culturais que justifiquem condutas
violentas em conflitos conjugais, ciúmes, disputa de poder, entre outros.[6]
Cabendo aqui salientar
uma diferença de situação para situação, pois cada caso de violência poderá ter
seus padrões extremamente diferentes, é necessário levar em conta cada aspecto em
famílias cujo o histórico familiar de violência é grande e poderia ser passado de geração
para geração, neste caso poderia autor de atos violentos ter herdado um aspecto
violento pratico da família por presenciar atos de violência na infância, exemplo filhos que
presenciam seus pais brigarem durante a infância tendem a ser agressivos segundo a psicanalista BONDINA, Vera do Centro de Referência da
Infância e Adolescência da Unifesp.
A maior probabilidade de uma briga causar prejuízos à criança
é quando os pais manifestam violência, tanto física quanto psíquica. “Fazer o
outro passar vergonha, colocá-lo em posição inferior ou usar nominações
pejorativas, como ‘burra’, é muito ruim. Essas situações presenciadas pelo
filho fazem com que ele tenha medo de que vai perder um dos pais a
qualquer momento”. [7]
Podendo assim desenvolver comportamentos de
autodefesas sendo muitas vezes esses comportamentos agressivos. Alguns dos
fatores geradores de violência em adultos são estresse, dependência química,
dificuldades financeiras, desemprego, insegurança. Todos estes fatores podem
ser influenciadores de atos violentos, tenho por certo que cada aspecto deste
terá um impacto diferenciado de um contesto para o outro.
Por
tanto pode gerar assim uma fonte sem fim de sofrimento por parte de quem a
sente ou pelo impacto a sua volta. A violência está em todas as áreas da
sociedade, mas também pode ser uma manifestação do não-reconhecimento, por
parte de uma sociedade que exclui uma determinada pessoa socialmente por falta
de estudos, o desemprego a falta de recursos que também são fatores que exclui
o cidadão do meio social, para MULLER:
A
violência “é o último meio de expressão daqueles que a sociedade privou de
todos os outros meios de expressão”. A violência é uma linguagem, uma forma de
comunicação; exprime um sofrimento, “é um sinal de angústia que deve ser
decifrado como tal pelos outros membros da sociedade”, exercendo “um fascínio
sobre aqueles que sentem a frustração e a humilhação de serem excluídos.[8]
Fatores como desemprego
exclusão social também contribuem para o aumento da violência. A precarização e
o desemprego não afetam apenas as relações de trabalho, mas também o ser
cidadão, uma vez que coíbe o indivíduo de participar na vida social, porque na
sociedade capitalista o trabalho não é apenas fonte de renda para as pessoas,
mas um agente determinante de como a sociedade vê o homem e o incluem em suas
relações sociais.
A perda do emprego
pode levar também a uma situação de pobreza e de exclusão social. Segundo
Rodrigues:
A eclosão da pobreza tende a
reduzir o círculo de relações sociais do indivíduo, conduzindo mesmo a situações
de ruptura e de isolamento. Não podemos esquecer que, para lá do seu lado mais
visível, a pobreza tem também múltiplas faces ocultas, uma vez que representa
sempre dependência, humilhação e vulnerabilidade. Esta ameaça de exclusão
ligada à situação de pobreza pode hoje pairar sobre qualquer indivíduo. A
revolução tecnológica trouxe progresso, aumentou as capacidades do homem para
compreender e dominar o mundo em que vive, mas trouxe também desemprego e uma
enorme precariedade nas relações e nos vínculos de trabalho[9].
A exclusão social é um problema sério e
precisa ser levado em consideração não deve ser o único norteador dos casos de
violências, mas aqueles que são excluídos podem desenvolver atos agressivos que
muitas das vezes acabam desencadeando certas reações violentas dentro de casa,
a falta de recursos para o provedor da família a perda do emprego a falta de
dinheiro para as necessidades básicas de uma família muita das vezes leva a
violência dentro de casa por falta de dinheiro. Pode e deve ser considerado um
fator desencadeante. As brigas e atos violentos geralmente no começo são
verbais depois físicas.
1 VIOLENCIA
URBANA
Falar de
violência urbana é impossível sem falar da urbanização, crescimento desenfreado
dos grandes centros. Urbanização é o crescimento desenfreado das cidades, tanto em população quanto
em extensão territorial. É o processo em que o espaço rural transforma-se em
espaço urbano, com a consequente migração da população para a cidade do tipo
campo-cidade que, quando ocorre de forma intensa e acelerada, é chamada de
êxodo rural que ocorre por melhores condições de vida na cidade. Em termos de
área territorial, no mundo atual, o espaço rural é bem mais amplo do que o
espaço urbano devido a sua utilização para plantação. Isso ocorre porque o
primeiro exige um maior espaço para as práticas nele desenvolvidas, como a
agropecuária espaço agrário, o extrativismo mineral e vegetal, além da
delimitação de áreas de preservação ambiental e florestas em geral. Esse crescimento desenfreado de população, vai
gerar uma série de doenças, crimes, pobreza e poluição esses fatos estão sendo
registrados pela ONU
Quando
a ONU foi fundada, em 1945, dois terços da população mundial viviam em zonas
rurais. Em 2000, a distribuição da população havia mudado, com metade da
população mundial vivendo nas cidades. Além disso, espera-se que em 2050 dois
terços da população mundial – cerca de seis bilhões de pessoas – estarão
vivendo nas cidades. E enquanto as cidades são o eixo central da produção e do
consumo nacional – processos econômicos e sociais que geram riquezas e
oportunidades – elas também geram doenças, crimes, poluição e pobreza[10].
Ainda segundo a ONU em muitas cidades,
principalmente nos países em desenvolvimento como também é o caso do Brasil,
moradores de favelas constituem mais de metade da população urbana, esse fator
se torna cada dia mais evidente no brasil, esses moradores vivem com pouco ou
nenhum acesso a abrigo, água e saneamento básico. A concentração massiva de
pessoas em um só lugar é de fato uma grade problema quando a infraestrutura
local não suporta tanta gente. As Nações Unidas são responsáveis por um
programa para assentamentos humanos (ONU-HABITAT) que foi estabelecido
em 1978 para melhorar a situação das famílias que vivem em situações de
calamidade pública. Esse programa também trabalha para implementar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que dizem respeito à melhoria das vidas de pelo menos 100
milhões demoradores de favelas – o equivalente a cerca de 10% da população dos moradores de
favelas em todo o mundo – até 2020. É preciso saber sobre esses dados porque
fazem toda a diferença na hora de falar e fazer missões. Favela é um grande
problema em todo o mundo, nestas favelas o crescimento da violência é grande
por falta de políticas públicas de qualidade, os governos nunca estão
preparados para lidar com o crescimento geográfico desordenado destas favelas. A
segurança pública tem dificuldades em desenvolver seu trabalho nestes lugares,
pois o acesso a estas favelas é difícil na maioria das vezes, essa favela tem
suas próprias leis, seus próprios donos seu sistema de governo interno em
paralelo com o sistema de governo do seu estado de origem.
2 VIOLENCIA
NAS FAVELAS
Pobreza, falha
na educação, drogas, trafico, prostituição, alcoolismo são problemas sociais
que não podem ser ignorados e estão presentes nas favelas. Esses fatores carecem
de ser estudados antes de se fazer missões. Em determinados locais conhecidos
como áreas de riscos por haverem desmoronamento, desabamentos carecem de um
estudo geográfico mais aprofundado antes de se estabelecer os métodos de
evangelismo. Faz se necessário uma
análise nos dados a seguir publicado pela autora: ZALUAR para entendermos Como as práticas do crime organizado e a violência atingem
crianças e jovens pobres nestas comunidades carentes, para explicar a
criminalidade, esse processo é necessário para se entender o cenário que se vai
enfrentar ao entrar em ambientes assim para se fazer missão ou missões o texto
a seguir vai demostrar o que se encontra em favelas do rio e São Paulo.
A redução
da explicação da criminalidade violenta à pobreza e desigualdade impede um
entendimento mais complexo da questão. As interconexões entre a economia legal
e a ilegal nos tráficos é também pouco acionada nas teorias necessárias para
políticas públicas mais eficazes e democráticas. A disseminação das práticas do
crime organizado, longe de se restringirem ao tráfico de drogas ilegais, inclui
o tráfico de armas, de crianças e de mulheres, à corrupção.
Tampouco permite analisar os efeitos inesperados da violência que aumenta o sofrimento dos pobres. Isso na medida em que os obriga a viver entre tiranias – a dos traficantes e a das polícias – e limita seu ir e vir, sua liberdade- de expressão na vizinhança, além de tornar vulneráveis os jovens carentes. O acesso aos serviços e instituições do Estado – escolas, postos de saúde, quadras de esporte e vilas olímpicas – ficou restrito também para os profissionais que atendiam a população. Nas favelas e bairros pobres adjacentes das grandes cidades brasileiras o policiamento é precário, a investigação, muitas vezes inexiste, diferentemente do que acontece nos bairros mais ricos da cidade. Este é um elemento importante na equação que vai explicar a existência de pontos quentes de crimes violentos, especialmente o homicídio, um crime quase nunca investigado nas áreas onde há favelas dominadas por traficantes. Além da vulnerabilidade que a pobreza cria, a rede de relações sociais e de proteção institucional do sistema de justiça tem enormes falhas em tais locais. Em São Paulo, uma pesquisa apontou o homicídio como crime de pobres contra pobres.46,3% dos bairros visitados, todos nas zonas mais carentes da cidade, não contavam com ronda policial; a maior parte dos casos decorria de conflitos banais na periferia que poderiam ser evitados com políticas públicas que criassem formas de mediação na vizinhança ou na família. Por fim, a maior parte das vítimas teve morte anunciada e seus familiares sabiam do destino por terem elas vinculações com traficantes de drogas ilegais, seja como usuários contumazes, seja por participação em outros crimes transporte rodoviário que liga o Rio de Janeiro a outros estados e aos países produtores de drogas ilegais.[11]
Tampouco permite analisar os efeitos inesperados da violência que aumenta o sofrimento dos pobres. Isso na medida em que os obriga a viver entre tiranias – a dos traficantes e a das polícias – e limita seu ir e vir, sua liberdade- de expressão na vizinhança, além de tornar vulneráveis os jovens carentes. O acesso aos serviços e instituições do Estado – escolas, postos de saúde, quadras de esporte e vilas olímpicas – ficou restrito também para os profissionais que atendiam a população. Nas favelas e bairros pobres adjacentes das grandes cidades brasileiras o policiamento é precário, a investigação, muitas vezes inexiste, diferentemente do que acontece nos bairros mais ricos da cidade. Este é um elemento importante na equação que vai explicar a existência de pontos quentes de crimes violentos, especialmente o homicídio, um crime quase nunca investigado nas áreas onde há favelas dominadas por traficantes. Além da vulnerabilidade que a pobreza cria, a rede de relações sociais e de proteção institucional do sistema de justiça tem enormes falhas em tais locais. Em São Paulo, uma pesquisa apontou o homicídio como crime de pobres contra pobres.46,3% dos bairros visitados, todos nas zonas mais carentes da cidade, não contavam com ronda policial; a maior parte dos casos decorria de conflitos banais na periferia que poderiam ser evitados com políticas públicas que criassem formas de mediação na vizinhança ou na família. Por fim, a maior parte das vítimas teve morte anunciada e seus familiares sabiam do destino por terem elas vinculações com traficantes de drogas ilegais, seja como usuários contumazes, seja por participação em outros crimes transporte rodoviário que liga o Rio de Janeiro a outros estados e aos países produtores de drogas ilegais.[11]
A análise destes dados é de suma
importância para evitar problemas no ambiente em que vai se estar proposto a evangelizar,
é importante salientar que, existem várias formas de evangelismo, no tocante ao
anunciar o evangelho deve se ter cuidado evitando assim um choque de culturas. Um
exemplo clássico comportamental você não pode evangelizar nas favelas com joias
e relógios expostos, não deve deixar dinheiro a vista, a linguagem e expressão
corporal deve ser trabalhada para que a mensagem não seja recusada. Para
GONÇALVES, Leonardo.
Nenhuma cultura, seja nacional, regional ou religiosa, pode se interpor ao kerigma de Cristo. A pregação do evangelho,
tal como nos dias de Jesus, deve transpor as barreiras e imposições culturais.
Quando necessário, devemos ser como judeus para os judeus, e falar como gregos
aos gregos. Nossa bagagem “evangélica” nem sempre traz benefícios a “pregação
evangélica”. A linguagem gospel é restrita ao guetho,
portanto, eficaz somente dentro do âmbito dos seus participantes. Enquanto os
nossos pregadores se mantiverem fechados no que diz respeito à linguagem e a
cultura, não conseguiremos impactar a nossa gente com um evangelismo eficaz. [12]
O autor entende que uma
linguagem em especial deve ser desenvolvida para lugares como favelas e guetos,
em contrapartida faz-se necessários que essa linguagem permaneça somente
naquele ambiente evitando um choque cultural em meio a comunidade que se está
ligado pelos laços da fé.
3 VIOLENCIAS
NOS GRANDES CENTROS
Com o crescimento desenfreado das cidades
o aumento das urbanizações as cidades começaram a crescer para cima, em forma
de prédios e condomínio fechado, se tronando cada dia mais inacessíveis para o
evangelismo. Nestes grandes centros também é visível a prostituição, violência,
drogas, trafico, alcoolismo. Outro grande problema são as prisões no brasil,
que segundo autor: NASCIMENTO, Sande de Arruda
A desestruturação do sistema prisional traz à baila o descrédito
da prevenção e da reabilitação do condenado. Nesse sentido, a sociedade
brasileira encontra-se em momento de extrema perplexidade em face do paradoxo
que é o atual sistema carcerário brasileiro, pois de um lado temos o acentuado
avanço da violência, o clamor pelo recrudescimento de pena e, do outro lado, a
superpopulação prisional e as nefastas mazelas carcerárias. Vários fatores
culminaram para que chegássemos a um precário sistema prisional. Entretanto, o
abandono, a falta de investimento e o descaso do poder público ao longo dos
anos vieram por agravar ainda mais o caos chamado sistema prisional brasileiro.
Sendo assim, a prisão que outrora surgiu como um instrumento substitutivo da
pena de morte, das torturas públicas e cruéis, atualmente não consegue efetivar
o fim correcional da pena, passando a ser apenas uma escola de aperfeiçoamento
do crime, além de ter como característica um ambiente degradante e pernicioso,
acometido dos mais degenerados vícios, sendo impossível a ressocialização de
qualquer ser humano[13].
Neste cenário é importante citar que vários destes presídios ainda
ocupam lugares nos grandes centros, sua violência se torna visível a sociedade
quando aconteces as rebeliões. As fugas em massa também são motivo de
preocupação para a cidade local. Os trabalhos desenvolvidos pela missão urbana
nesses presídios são importantes como veremos a seguir.
4 PRATICAS DE MISSOES URBANAS PARA
IGREJA ATUAL
Missões
urbanas é missões em áreas pobres, áreas de classe média e ricas o que vamos
discutir é como fazer missões nestas áreas. Para falar em missões precisamos de
uma análise bíblica. “E disse-lhes: "Vão
pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”[14]. Precisamos
ter em mente esses versículos, precisamos meditar nele para pôr em pratica.
Precisamos ir e pregar o evangelho. O limite é o mundo todo, segundo o texto
devemos pregar a todas as pessoas não se importando com classe raça e cor nossa
missão é pregar a todas as pessoas. Precisamos pensar também numa pregação do
evangelho que vem de encontro com uma missão, essa missão que vem de encontro
com as necessidades das pessoas carentes quanto a pregação nas favelas.
Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não
tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?
E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.[15]
E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.[15]
Alguns
modelos que podem ser usados em determinadas regiões, talvez em outras não surgirão
com o mesmo efeito esperado, mas vale a pena tentar, segue algumas sugestões. Trabalhos
de evangelizações em favelas ou nos grandes centros com moradores de rua,
viciados em álcool e drogas. Já nas comunidades carentes trabalhos com esportes
projetos sociais tem demostrado seu valor social e evangelístico, como fonte de
combate as drogas têm surgido trabalhos educacionais nas áreas pobres como
alfabetização gratuita, programas de ensino e discipulado, cursos de
qualificação profissional com caráter evangelístico. Evangelismo em
penitenciaria, hospitais e asilos através da pregação louvor e distribuição de
livros, bíblias e panfletos evangelístico. Agora precisamos pensar em elaborar uma pregação
para aqueles não tem carência assistencialista, em contrapartida vivem em um
isolamento no seu ambiente por falta de segurança, tendo em vista que a busca
por segurança tem feito com que pessoas busquem morar em prédios e condômino fechados
por conta da falta de segurança.
“O
sal é importante, por outro lado, não porque o percebemos e o reconhecemos como
sal; mas porque destaca o sabor daquilo que ele tempera. Tanto a luz como o sal
passam mais despercebidos quando cumprem melhor suas funções. No entanto,
quando não estão presentes, notamos sua ausência. O que isto nos diz sobre a
presença cristã na sociedade? ”[16]
Ou
seja, precisamos estar presentes na sociedade, nos grandes centros como cristão
verdadeiros luzes para um mundo em trevas, sal para uma terra sem sabor. A
elite não precisa de assistencialismo, mas em contrapartida precisa ouvir o
evangelho para que encontre paz e salvação, como pregar o evangelho a estas
pessoas? Para isso vamos analisar outro texto bíblico.
Jesus entrou em
Jericó e estava atravessando a cidade. Havia em Jericó um homem rico
chamado Zaqueu, chefe dos cobradores de impostos. Ele queria ver quem era Jesus,
mas não conseguia por causa da multidão e também porque era muito baixo. Então, correndo à frente de todos, Zaqueu subiu em uma figueira
brava a fim de ver a Jesus, pois ele ia passar por ali. Quando chegou àquele lugar, Jesus olhou para cima e lhe disse:
Desça depressa, Zaqueu, pois eu tenho que ficar na sua casa hoje. Ele
desceu depressa e o recebeu com grande alegria. 7 Todos
viram aquilo e começaram a reclamar, dizendo: Ele vai
ficar na casa desse pecador! Zaqueu se levantou e
disse: Olhe, Senhor! Eu darei metade de tudo o que
tenho aos pobres e, se enganei alguém para lhe tirar alguma coisa, eu
devolverei quatro vezes mais. Jesus,
então, lhe disse: Hoje a salvação entrou nesta casa,
pois este homem também é descendente de Abraão. 10 O
Filho do Homem veio para procurar e salvar o perdido.
No
texto bíblico acima analisamos Jesus indo até Zaqueu, que no texto estava
tentando ver Jesus que demostra todo o interesse em salvar Zaqueu Funcionário
público com uma vida tranquila, mas as palavras de Jesus causaram impacto na
vida deste homem. Precisamos pensar em evangelismo que cause impacto na vida
das pessoas. Existem várias outras maneiras de evangelizar usando táticas. Nas áreas nobres a distribuição
de literatura é uma boa iniciativa, Teatros nos terminais de ônibus Teatro nos
grandes centros, Abordagens nos engarrafamentos com o crescimento dos grandes
centros nos centros engarrafamentos são grandes em todos os sentidos, então
surge uma grande oportunidade para projetos evangelismos no semáforos,
distribuição de panfletos, aguas minerais com rótulos bíblicos, rosas com
versículos bíblicos, teatro, cartazes e faixas etc. Maratonas em favor do
combate as drogas ou em favor da paz programas de ensino e discipulado e capelania
escolar hospitalar nas áreas prediais cartas, convites especiais para prédios e
condomínio fechado.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Todo o conteúdo abordado aponta tanto para a complexidade da
missão da igreja de Cristo Jesus, mas, contudo, aponta para diretrizes que
sinalizam a direção a tomar em favor do cumprimento da obra missionária apontam
para problemas sócias, levantam norteadores de violência, mas acima de tudo,
sinaliza com ideias métodos de evangelismo. É evidente as demandas complexas da
sociedade urbana, e também muito claro a importância da teologia na missão,
para uma leitura ampla e consciente da conjuntura da sociedade em que a igreja
pretende atuar e de uma forma sincrônica proporcionar as ações necessárias,
sendo o sal da terra a luz do mundo.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
CARTA a capital educação morte. Disponível:
em http://www.cartacapital.com.br/educacao/morte-e-vida-nas-favelas / acessado 12-03-2016
GONÇALVES, Leonardo. A
comunicação do evangelho e as barreiras culturais. Disponível: em http://www.pulpitocristao.com/2009/11/comunicacao-do
evangelho-e-as-barreiras.html/ acessado 15-03-2016
MULLER, Jean-Marie. O
princípio da não-violência, percurso filosófico. Lisboa: Instituto
Piaget, 1995.
NASCIMENTO, Sande de Arruda. A ineficiência, as mazelas e o descaso presentes nos presídios
superlotados e esquecidos pelo poder público. Disponível: em
http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/59/sistema-carcerario-brasileiro-a-ineficiencia-as-mazelas-e-o-213019-1.asp. Acesso em 14 fevereiro. 2016.
O Evangelho Segundo Marcos,
16.15. Disponível: em
https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/16/15/ acessado 16-03-2016
ONU, assentamentos humanos.
Disponível: em https://nacoesunidas.org/acao/assentamentos-humanos/ acessado
17-03-2016
PADILHA, C. René. O Que
é Missão Integral? 2.ed. Viçosa: Ultimato, 2009. P 77
Revista Jurídica Disponível: em http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/59/sistema-carcerario-brasileiro-a-ineficiencia-as-mazelas-e-o-213019-1.asp/
acessado 17-03-2016
RODRIGUES,
E.V.A. Escassos caminhos: os processos de imobilização social dos
beneficiários do R.M.G. em Vila Nova de Gaia. 2006. Disponível em:< https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/16174>.
Acesso em 14 fevereiro. 2016.
[1] [1] Jeverson Nascimento é Bacharel em Teologia pela UNICESUMAR, Mestrando em teologia pela FTBP, escritor, seminarista e diretor do CETESC
- Centro de Teologia de Santa Catarina -, professor de Homilética e
Angelologia, ensino religioso pela ETEADJO -
Escola Teológica de São José - é pastor em São José\ SC membro da
CIADESCP, Convenção das Assembleias de Deus do Estado de Santa Catarina. Membro
CGADB, Convenção Geral das
Assembleias de Deus no Brasil: prjeverson@gmail.com
[2] Alan Myatt Bacharel em
Artes (Psicologia e História) pela Vanderbilt University. Mestre em Divindade
pelo Denver Seminary e PhD em Estudos Teológicos e Religiosos pela Universidade
de Denver/Iliff School of Theology em Denver, Colorado, nos Estados Unidos.
Leciona teologia sistemática, apologética e missões no Gordon-Conwell
Theological Seminary, em Charlotte, North Carolina, nos Estados Unidos, e na
Faculdade Teológica Batista do Paraná, em Curitiba.
[3] Dicionário
Online de Português
[5] MULLER, 1995, p. 32
[7] MATOS, M. A. V. Violência
nas relações de intimidade: Estudo, sobre a mudança psicoterapêutica na mulher.
2006. P 388
[9] RODRIGUES, E.V.A. 2006.
[10]
ONU, assentamentos humanos
[11] ZALUAR, Alba. Artigo: cartacapital.com.br
[12] GONÇALVES,
Leonardo. A comunicação do evangelho e as barreiras culturais.
[13]
NASCIMENTO, Sande de Arruda. A ineficiência, as mazelas e o descaso presentes nos
presídios superlotados e esquecidos pelo poder público. Revista Jurídica
[14]
O Evangelho Segundo Marcos, 16.15
[16] PADILHA, 209, 77

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