Missões urbanas um desafio para a Igreja atual

                                                            Jeverson Nascimento[1]
                                                           Alan Myatt[2]
RESUMO

Em primeiro lugar neste artigo vamos tratar sobre violência e suas características depois violência urbana, e o que é urbanização os efeitos dos inchaços nas cidades, conhecidos como pobreza, Violência Urbana; Drogas; Trafico; Álcool; Encarcerados Doentes; Prostituição; com levantamentos de dados da Onu analisamos o que é favelas no brasil seus problemas sociais, entendemos violência de duas formas violência urbanas dividimos em violência na favela e violência nos grandes centros, em seguida Missões Urbanas e suas funções, .


Palavras-chave: Violência Urbana; Drogas; Trafico; Álcool; Encarcerados, Doentes; Prostituição; Missões Urbanas.


INTRODUÇÃO

     Há uma necessidade de se refletir a respeito de Missões Urbanas. O que é uma missão do corpo de Cristo Jesus, missão esta que se torna cada vez mais complexa e urgente devido às transformações aceleradas na sociedade atual. No que diz respeito à urbanização esse evento é conhecido por um êxodo do campo para as cidades, esse evento causou um grande inchaço nas cidades do brasil. Tendo em vista esse inchaço neste cenário, neles acontecem alterações nos projetos das cidades que vão sendo alternados e acabam formando suas particularidades, suas favelas, e suas diversas comunidades. Por outro lado, a igreja deve acompanhar todas as transformações da sociedade sendo sal da terra para não perder o diálogo com a sociedade atual, precisa ser a luz do mundo. Dessa forma se faz necessária essa reflexão sobre a seguinte pergunta: Como Falar e Fazer Missão Urbana Hoje? Essa resposta é um desafio, mas também uma responsabilidade nossa

CONCEITOS DE VIOLENCIA

Etimologia da palavra Violência segundo dicionário de português
s.f. Qualidade ou caráter de violento. Ação violenta: cometer violências.
Ato ou efeito de violentar. Opressão, tirania: regime de violência.
Direito Constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém.[3]
     Outros significados de violência são conferidos pelo dicionário Aurélio, que apresenta constrangimento físico ou moral, como uma forma de violência. Ainda possui violência no tocante a uso da força bruta; coação; violentar; exercer violência sobre; forçar; torcer o sentido de; alterar e inverter em todas essas palavras chaves é possível identificar algum tipo de violência, contra alguém ou contra algo específico. Palavra chaves também relacionadas a violência são ato de constranger, Violência que tira liberdade de ação, Acanhamento, embaraço.
     Com o aumento desenfreado da violência no mundo violência têm sido a pauta de discursão em todo o mundo a luta pelo combate a violência que tem se tornado prioridade e se intensificado nos últimos anos no Mundo. Em contrapartida visualizamos governos prometendo combater a violência e como prioridade trazer um aumento na segurança pública. Promessas essas que serviços desta natureza seriam de qualidade para toda a população, trazem uma falsa sensação de segurança, todas essas propostas são segundo os governantes para prevenir a violência, mas será que violência é um problema só do governo ou da segurança pública? O direito é um dos responsáveis por garantir os direitos básicos dos sida does e também tem seu papel direto no combate a violência, seja qual for o tipo de violência ela precisa ser combatida, seja na infância, adolescência juventude ou fase adulta violência deve ser combatida, não são poucos no brasil os hospitais, ongs, igrejas e diversas religiões tem desenvolvido trabalhos sócias no combate a violência e a pobreza. No combate a violência não podemos deixar de fora o combate ao álcool e as drogas que podem ser geradores de atos de violência, é preciso destacar que violência não está somente nas classes pobres. Violência é encontrada até nas classes mais abastardas e ricas nelas também encontramos padrões de violência, é importante salientar que mesmo nas classes ricas problemas de álcool e drogas são visíveis e também possíveis geradores de violência. O que é violência então e como se manifesta?  Para GROSSI Violência, pode assustar, chocar e desafiar, sendo considerado “um predicativo do jeito humano de ser” (GROSSI, 2001, p. 47). A ideia que o autor passa aqui é que violência pode se tornar um modo de viver um modo de ser daí então os comportamentos violentos de algumas pessoas.  Já segundo PORTELLA, ela manifesta-se de várias formas, classificadas como violência doméstica, familiar, urbana, comunitária, institucional, social, política, simbólica, de gênero e estrutural (NARWAZ.In: PORTELLA, 2006, p. 61). E para MICHAUD
Há violência quando numa situação de interação, um ou vários Autores agem de maneira direta ou indireta, maciça ou esparsa, causando danos a uma ou várias pessoas, seja em sua integridade física, seja em sua integridade moral, em suas posses, ou em suas participações, ou em suas participações simbólicas ou culturais.[4]
Compreendemos a partir deste ponto que o homem é que é capaz de exercer violência, e que violência sempre vem carregada de abuso, brutalidade, ofensa, destruição e crueldade. Para MULLER a violência tem um significado mais profundo ele vai dizer que
Abusar de alguém é violá-lo. Toda a violência exercida contra o homem é uma violação: a violação do seu corpo, da sua identidade, da sua personalidade, da sua humanidade”. A violência fere e magoa a humanidade daquele que a sofre e também daquele que a exerce.[5]
O que fica cada vez mais claro é que tanto quem comete quanto quem pratica tem perdas quando o assunto é violência. O abuso é um assunto que deve ser tratado com cuidado, pois não estamos falando só de buling, mas de abuso psicológico, físico e sexual. Nos quais também os danos dramáticos levando muito tempo para uma recuperação da vida, das forças, do auto estima e muitas vezes em alguns casos são irreversíveis. Quando o assunto é violência, que já vem de berço, ou seja, está enraizada em casa, para a autora MATOS, Marlene:
São várias as questões que reforçam as condições facilitadoras para o aparecimento de atitudes violentas entre parceiros, tais como: dificuldade de comunicação, histórico familiar de violência, estresse, dependência química, dificuldades financeiras, desemprego, insegurança, valores e modelos culturais que justifiquem condutas violentas em conflitos conjugais, ciúmes, disputa de poder, entre outros.[6]
Cabendo aqui salientar uma diferença de situação para situação, pois cada caso de violência poderá ter seus padrões extremamente diferentes, é necessário levar em conta cada aspecto em famílias cujo o histórico familiar de violência é grande e poderia ser passado de geração para geração, neste caso poderia autor de atos violentos ter herdado um aspecto violento pratico da família por presenciar atos de violência na infância, exemplo filhos que presenciam seus pais brigarem durante a infância tendem a ser agressivos segundo a psicanalista  BONDINA, Vera do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Unifesp.
A maior probabilidade de uma briga causar prejuízos à criança é quando os pais manifestam violência, tanto física quanto psíquica. “Fazer o outro passar vergonha, colocá-lo em posição inferior ou usar nominações pejorativas, como ‘burra’, é muito ruim. Essas situações presenciadas pelo filho fazem com que ele tenha medo de que vai perder um dos pais a qualquer momento”. [7]
 Podendo assim desenvolver comportamentos de autodefesas sendo muitas vezes esses comportamentos agressivos. Alguns dos fatores geradores de violência em adultos são estresse, dependência química, dificuldades financeiras, desemprego, insegurança. Todos estes fatores podem ser influenciadores de atos violentos, tenho por certo que cada aspecto deste terá um impacto diferenciado de um contesto para o outro. 
       Por tanto pode gerar assim uma fonte sem fim de sofrimento por parte de quem a sente ou pelo impacto a sua volta. A violência está em todas as áreas da sociedade, mas também pode ser uma manifestação do não-reconhecimento, por parte de uma sociedade que exclui uma determinada pessoa socialmente por falta de estudos, o desemprego a falta de recursos que também são fatores que exclui o cidadão do meio social, para MULLER:
 A violência “é o último meio de expressão daqueles que a sociedade privou de todos os outros meios de expressão”. A violência é uma linguagem, uma forma de comunicação; exprime um sofrimento, “é um sinal de angústia que deve ser decifrado como tal pelos outros membros da sociedade”, exercendo “um fascínio sobre aqueles que sentem a frustração e a humilhação de serem excluídos.[8]
       Fatores como desemprego exclusão social também contribuem para o aumento da violência. A precarização e o desemprego não afetam apenas as relações de trabalho, mas também o ser cidadão, uma vez que coíbe o indivíduo de participar na vida social, porque na sociedade capitalista o trabalho não é apenas fonte de renda para as pessoas, mas um agente determinante de como a sociedade vê o homem e o incluem em suas relações sociais.
A perda do emprego pode levar também a uma situação de pobreza e de exclusão social. Segundo Rodrigues:
 A eclosão da pobreza tende a reduzir o círculo de relações sociais do indivíduo, conduzindo mesmo a situações de ruptura e de isolamento. Não podemos esquecer que, para lá do seu lado mais visível, a pobreza tem também múltiplas faces ocultas, uma vez que representa sempre dependência, humilhação e vulnerabilidade. Esta ameaça de exclusão ligada à situação de pobreza pode hoje pairar sobre qualquer indivíduo. A revolução tecnológica trouxe progresso, aumentou as capacidades do homem para compreender e dominar o mundo em que vive, mas trouxe também desemprego e uma enorme precariedade nas relações e nos vínculos de trabalho[9].

       A exclusão social é um problema sério e precisa ser levado em consideração não deve ser o único norteador dos casos de violências, mas aqueles que são excluídos podem desenvolver atos agressivos que muitas das vezes acabam desencadeando certas reações violentas dentro de casa, a falta de recursos para o provedor da família a perda do emprego a falta de dinheiro para as necessidades básicas de uma família muita das vezes leva a violência dentro de casa por falta de dinheiro. Pode e deve ser considerado um fator desencadeante. As brigas e atos violentos geralmente no começo são verbais depois físicas.

1 VIOLENCIA URBANA

     Falar de violência urbana é impossível sem falar da urbanização, crescimento desenfreado dos grandes centros. Urbanização é o crescimento desenfreado das cidades, tanto em população quanto em extensão territorial. É o processo em que o espaço rural transforma-se em espaço urbano, com a consequente migração da população para a cidade do tipo campo-cidade que, quando ocorre de forma intensa e acelerada, é chamada de êxodo rural que ocorre por melhores condições de vida na cidade. Em termos de área territorial, no mundo atual, o espaço rural é bem mais amplo do que o espaço urbano devido a sua utilização para plantação. Isso ocorre porque o primeiro exige um maior espaço para as práticas nele desenvolvidas, como a agropecuária espaço agrário, o extrativismo mineral e vegetal, além da delimitação de áreas de preservação ambiental e florestas em geral.  Esse crescimento desenfreado de população, vai gerar uma série de doenças, crimes, pobreza e poluição esses fatos estão sendo registrados pela ONU
Quando a ONU foi fundada, em 1945, dois terços da população mundial viviam em zonas rurais. Em 2000, a distribuição da população havia mudado, com metade da população mundial vivendo nas cidades. Além disso, espera-se que em 2050 dois terços da população mundial – cerca de seis bilhões de pessoas – estarão vivendo nas cidades. E enquanto as cidades são o eixo central da produção e do consumo nacional – processos econômicos e sociais que geram riquezas e oportunidades – elas também geram doenças, crimes, poluição e pobreza[10].
     Ainda segundo a ONU em muitas cidades, principalmente nos países em desenvolvimento como também é o caso do Brasil, moradores de favelas constituem mais de metade da população urbana, esse fator se torna cada dia mais evidente no brasil, esses moradores vivem com pouco ou nenhum acesso a abrigo, água e saneamento básico. A concentração massiva de pessoas em um só lugar é de fato uma grade problema quando a infraestrutura local não suporta tanta gente. As Nações Unidas são responsáveis por um programa para assentamentos humanos (ONU-HABITAT) que foi estabelecido em 1978 para melhorar a situação das famílias que vivem em situações de calamidade pública. Esse programa também trabalha para implementar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que dizem respeito à melhoria das vidas de pelo menos 100 milhões demoradores de favelas – o equivalente a cerca de 10% da população dos moradores de favelas em todo o mundo – até 2020. É preciso saber sobre esses dados porque fazem toda a diferença na hora de falar e fazer missões. Favela é um grande problema em todo o mundo, nestas favelas o crescimento da violência é grande por falta de políticas públicas de qualidade, os governos nunca estão preparados para lidar com o crescimento geográfico desordenado destas favelas. A segurança pública tem dificuldades em desenvolver seu trabalho nestes lugares, pois o acesso a estas favelas é difícil na maioria das vezes, essa favela tem suas próprias leis, seus próprios donos seu sistema de governo interno em paralelo com o sistema de governo do seu estado de origem.   
2 VIOLENCIA NAS FAVELAS

     Pobreza, falha na educação, drogas, trafico, prostituição, alcoolismo são problemas sociais que não podem ser ignorados e estão presentes nas favelas. Esses fatores carecem de ser estudados antes de se fazer missões. Em determinados locais conhecidos como áreas de riscos por haverem desmoronamento, desabamentos carecem de um estudo geográfico mais aprofundado antes de se estabelecer os métodos de evangelismo.  Faz se necessário uma análise nos dados a seguir publicado pela autora: ZALUAR para entendermos Como as práticas do crime organizado e a violência atingem crianças e jovens pobres nestas comunidades carentes, para explicar a criminalidade, esse processo é necessário para se entender o cenário que se vai enfrentar ao entrar em ambientes assim para se fazer missão ou missões o texto a seguir vai demostrar o que se encontra em favelas do rio e São Paulo.
A redução da explicação da criminalidade violenta à pobreza e desigualdade impede um entendimento mais complexo da questão. As interconexões entre a economia legal e a ilegal nos tráficos é também pouco acionada nas teorias necessárias para políticas públicas mais eficazes e democráticas. A disseminação das práticas do crime organizado, longe de se restringirem ao tráfico de drogas ilegais, inclui o tráfico de armas, de crianças e de mulheres, à corrupção. 
Tampouco permite analisar os efeitos inesperados da violência que aumenta o sofrimento dos pobres. Isso na medida em que os obriga a viver entre tiranias – a dos traficantes e a das polícias – e limita seu ir e vir, sua liberdade- de expressão na vizinhança, além de tornar vulneráveis os jovens carentes. O acesso aos serviços e instituições do Estado – escolas, postos de saúde, quadras de esporte e vilas olímpicas – ficou restrito também para os profissionais que atendiam a população. Nas favelas e bairros pobres adjacentes das grandes cidades brasileiras o policiamento é precário, a investigação, muitas vezes inexiste, diferentemente do que acontece nos bairros mais ricos da cidade. Este é um elemento importante na equação que vai explicar a existência de pontos quentes de crimes violentos, especialmente o homicídio, um crime quase nunca investigado nas áreas onde há favelas dominadas por traficantes. Além da vulnerabilidade que a pobreza cria, a rede de relações sociais e de proteção institucional do sistema de justiça tem enormes falhas em tais locais. Em São Paulo, uma pesquisa apontou o homicídio como crime de pobres contra pobres.46,3% dos bairros visitados, todos nas zonas mais carentes da cidade, não contavam com ronda policial; a maior parte dos casos decorria de conflitos banais na periferia que poderiam ser evitados com políticas públicas que criassem formas de mediação na vizinhança ou na família. Por fim, a maior parte das vítimas teve morte anunciada e seus familiares sabiam do destino por terem elas vinculações com traficantes de drogas ilegais, seja como usuários contumazes, seja por participação em outros crimes transporte rodoviário que liga o Rio de Janeiro a outros estados e aos países produtores de drogas ilegais.[11]

     A análise destes dados é de suma importância para evitar problemas no ambiente em que vai se estar proposto a evangelizar, é importante salientar que, existem várias formas de evangelismo, no tocante ao anunciar o evangelho deve se ter cuidado evitando assim um choque de culturas. Um exemplo clássico comportamental você não pode evangelizar nas favelas com joias e relógios expostos, não deve deixar dinheiro a vista, a linguagem e expressão corporal deve ser trabalhada para que a mensagem não seja recusada. Para GONÇALVES, Leonardo.

Nenhuma cultura, seja nacional, regional ou religiosa, pode se interpor ao kerigma de Cristo. A pregação do evangelho, tal como nos dias de Jesus, deve transpor as barreiras e imposições culturais. Quando necessário, devemos ser como judeus para os judeus, e falar como gregos aos gregos. Nossa bagagem “evangélica” nem sempre traz benefícios a “pregação evangélica”. A linguagem gospel é restrita ao guetho, portanto, eficaz somente dentro do âmbito dos seus participantes. Enquanto os nossos pregadores se mantiverem fechados no que diz respeito à linguagem e a cultura, não conseguiremos impactar a nossa gente com um evangelismo eficaz. [12]

O autor entende que uma linguagem em especial deve ser desenvolvida para lugares como favelas e guetos, em contrapartida faz-se necessários que essa linguagem permaneça somente naquele ambiente evitando um choque cultural em meio a comunidade que se está ligado pelos laços da fé.  

3 VIOLENCIAS NOS GRANDES CENTROS
     Com o crescimento desenfreado das cidades o aumento das urbanizações as cidades começaram a crescer para cima, em forma de prédios e condomínio fechado, se tronando cada dia mais inacessíveis para o evangelismo. Nestes grandes centros também é visível a prostituição, violência, drogas, trafico, alcoolismo. Outro grande problema são as prisões no brasil, que segundo autor: NASCIMENTO, Sande de Arruda
A desestruturação do sistema prisional traz à baila o descrédito da prevenção e da reabilitação do condenado. Nesse sentido, a sociedade brasileira encontra-se em momento de extrema perplexidade em face do paradoxo que é o atual sistema carcerário brasileiro, pois de um lado temos o acentuado avanço da violência, o clamor pelo recrudescimento de pena e, do outro lado, a superpopulação prisional e as nefastas mazelas carcerárias. Vários fatores culminaram para que chegássemos a um precário sistema prisional. Entretanto, o abandono, a falta de investimento e o descaso do poder público ao longo dos anos vieram por agravar ainda mais o caos chamado sistema prisional brasileiro. Sendo assim, a prisão que outrora surgiu como um instrumento substitutivo da pena de morte, das torturas públicas e cruéis, atualmente não consegue efetivar o fim correcional da pena, passando a ser apenas uma escola de aperfeiçoamento do crime, além de ter como característica um ambiente degradante e pernicioso, acometido dos mais degenerados vícios, sendo impossível a ressocialização de qualquer ser humano[13].
Neste cenário é importante citar que vários destes presídios ainda ocupam lugares nos grandes centros, sua violência se torna visível a sociedade quando aconteces as rebeliões. As fugas em massa também são motivo de preocupação para a cidade local. Os trabalhos desenvolvidos pela missão urbana nesses presídios são importantes como veremos a seguir.
4 PRATICAS DE MISSOES URBANAS PARA IGREJA ATUAL
     Missões urbanas é missões em áreas pobres, áreas de classe média e ricas o que vamos discutir é como fazer missões nestas áreas. Para falar em missões precisamos de uma análise bíblica. E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas[14].  Precisamos ter em mente esses versículos, precisamos meditar nele para pôr em pratica. Precisamos ir e pregar o evangelho. O limite é o mundo todo, segundo o texto devemos pregar a todas as pessoas não se importando com classe raça e cor nossa missão é pregar a todas as pessoas. Precisamos pensar também numa pregação do evangelho que vem de encontro com uma missão, essa missão que vem de encontro com as necessidades das pessoas carentes quanto a pregação nas favelas.
Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?
E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.[15]
     Alguns modelos que podem ser usados em determinadas regiões, talvez em outras não surgirão com o mesmo efeito esperado, mas vale a pena tentar, segue algumas sugestões. Trabalhos de evangelizações em favelas ou nos grandes centros com moradores de rua, viciados em álcool e drogas. Já nas comunidades carentes trabalhos com esportes projetos sociais tem demostrado seu valor social e evangelístico, como fonte de combate as drogas têm surgido trabalhos educacionais nas áreas pobres como alfabetização gratuita, programas de ensino e discipulado, cursos de qualificação profissional com caráter evangelístico. Evangelismo em penitenciaria, hospitais e asilos através da pregação louvor e distribuição de livros, bíblias e panfletos evangelístico. Agora precisamos pensar em elaborar uma pregação para aqueles não tem carência assistencialista, em contrapartida vivem em um isolamento no seu ambiente por falta de segurança, tendo em vista que a busca por segurança tem feito com que pessoas busquem morar em prédios e condômino fechados por conta da falta de segurança.

“O sal é importante, por outro lado, não porque o percebemos e o reconhecemos como sal; mas porque destaca o sabor daquilo que ele tempera. Tanto a luz como o sal passam mais despercebidos quando cumprem melhor suas funções. No entanto, quando não estão presentes, notamos sua ausência. O que isto nos diz sobre a presença cristã na sociedade? ”[16]

      Ou seja, precisamos estar presentes na sociedade, nos grandes centros como cristão verdadeiros luzes para um mundo em trevas, sal para uma terra sem sabor. A elite não precisa de assistencialismo, mas em contrapartida precisa ouvir o evangelho para que encontre paz e salvação, como pregar o evangelho a estas pessoas? Para isso vamos analisar outro texto bíblico.

Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade.  Havia em Jericó um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos cobradores de impostos.  Ele queria ver quem era Jesus, mas não conseguia por causa da multidão e também porque era muito baixo. Então, correndo à frente de todos, Zaqueu subiu em uma figueira brava a fim de ver a Jesus, pois ele ia passar por ali. Quando chegou àquele lugar, Jesus olhou para cima e lhe disse: Desça depressa, Zaqueu, pois eu tenho que ficar na sua casa hoje.  Ele desceu depressa e o recebeu com grande alegria. Todos viram aquilo e começaram a reclamar, dizendo: Ele vai ficar na casa desse pecador! Zaqueu se levantou e disse: Olhe, Senhor! Eu darei metade de tudo o que tenho aos pobres e, se enganei alguém para lhe tirar alguma coisa, eu devolverei quatro vezes mais.  Jesus, então, lhe disse: Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. 10 O Filho do Homem veio para procurar e salvar o perdido.
     No texto bíblico acima analisamos Jesus indo até Zaqueu, que no texto estava tentando ver Jesus que demostra todo o interesse em salvar Zaqueu Funcionário público com uma vida tranquila, mas as palavras de Jesus causaram impacto na vida deste homem. Precisamos pensar em evangelismo que cause impacto na vida das pessoas. Existem várias outras maneiras de evangelizar usando táticas. Nas áreas nobres a distribuição de literatura é uma boa iniciativa, Teatros nos terminais de ônibus Teatro nos grandes centros, Abordagens nos engarrafamentos com o crescimento dos grandes centros nos centros engarrafamentos são grandes em todos os sentidos, então surge uma grande oportunidade para projetos evangelismos no semáforos, distribuição de panfletos, aguas minerais com rótulos bíblicos, rosas com versículos bíblicos, teatro, cartazes e faixas etc. Maratonas em favor do combate as drogas ou em favor da paz programas de ensino e discipulado e capelania escolar hospitalar nas áreas prediais cartas, convites especiais para prédios e condomínio fechado.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
Todo o conteúdo abordado aponta tanto para a complexidade da missão da igreja de Cristo Jesus, mas, contudo, aponta para diretrizes que sinalizam a direção a tomar em favor do cumprimento da obra missionária apontam para problemas sócias, levantam norteadores de violência, mas acima de tudo, sinaliza com ideias métodos de evangelismo. É evidente as demandas complexas da sociedade urbana, e também muito claro a importância da teologia na missão, para uma leitura ampla e consciente da conjuntura da sociedade em que a igreja pretende atuar e de uma forma sincrônica proporcionar as ações necessárias, sendo o sal da terra a luz do mundo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARTA a capital educação morte. Disponível: em http://www.cartacapital.com.br/educacao/morte-e-vida-nas-favelas / acessado 12-03-2016
GONÇALVES, Leonardo. A comunicação do evangelho e as barreiras culturais. Disponível: em http://www.pulpitocristao.com/2009/11/comunicacao-do evangelho-e-as-barreiras.html/ acessado 15-03-2016
MULLER, Jean-Marie. O princípio da não-violência, percurso filosófico. Lisboa: Instituto Piaget, 1995.
NASCIMENTO, Sande de Arruda. A ineficiência, as mazelas e o descaso presentes nos presídios superlotados e esquecidos pelo poder público. Disponível: em http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/59/sistema-carcerario-brasileiro-a-ineficiencia-as-mazelas-e-o-213019-1.asp. Acesso em 14 fevereiro. 2016.
O Evangelho Segundo Marcos, 16.15.  Disponível: em https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/16/15/ acessado 16-03-2016
ONU, assentamentos humanos. Disponível: em https://nacoesunidas.org/acao/assentamentos-humanos/ acessado 17-03-2016
PADILHA, C. René. O Que é Missão Integral? 2.ed. Viçosa: Ultimato, 2009. P 77
RODRIGUES, E.V.A. Escassos caminhos: os processos de imobilização social dos beneficiários do R.M.G. em Vila Nova de Gaia. 2006. Disponível em:< https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/16174>. Acesso em 14 fevereiro. 2016.



[1] [1]  Jeverson Nascimento é Bacharel em Teologia pela UNICESUMAR, Mestrando em teologia pela FTBP, escritor, seminarista e diretor do CETESC - Centro de Teologia de Santa Catarina -, professor de Homilética e Angelologia, ensino religioso pela ETEADJO -  Escola Teológica de São José - é pastor em São José\ SC membro da CIADESCP, Convenção das Assembleias de Deus do Estado de Santa Catarina. Membro CGADB, Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil: prjeverson@gmail.com

[2] Alan Myatt Bacharel em Artes (Psicologia e História) pela Vanderbilt University. Mestre em Divindade pelo Denver Seminary e PhD em Estudos Teológicos e Religiosos pela Universidade de Denver/Iliff School of Theology em Denver, Colorado, nos Estados Unidos. Leciona teologia sistemática, apologética e missões no Gordon-Conwell Theological Seminary, em Charlotte, North Carolina, nos Estados Unidos, e na Faculdade Teológica Batista do Paraná, em Curitiba.
[3] Dicionário Online de Português
[4] MICHAUD, 1989, p. 10-11
[5] MULLER, 1995, p. 32
[6] MATOS, 2006, p 386
[7] MATOS, M. A. V. Violência nas relações de intimidade: Estudo, sobre a mudança psicoterapêutica na mulher. 2006. P 388
[8] MULLER, 1995, p. 35
[9] RODRIGUES, E.V.A. 2006.
[10] ONU, assentamentos humanos
[11] ZALUAR, Alba. Artigo: cartacapital.com.br
[12] GONÇALVES, Leonardo. A comunicação do evangelho e as barreiras culturais.
[13] NASCIMENTO, Sande de Arruda. A ineficiência, as mazelas e o descaso presentes nos presídios superlotados e esquecidos pelo poder público. Revista Jurídica

[14]  O Evangelho Segundo Marcos, 16.15 
[15] Tiago 2.14, 17
[16] PADILHA, 209, 77 

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