Métodos de Interpretação de Textos Bíblicos
FACULDADE TEOLÓGICA BATISTA DO PARANÁ
Programa de Mestrado Profissional em Aconselhamento Pastoral
Por: Jeverson Nascimento[1]
Professor: José Neivaldo de Souza[2]
Artigo apresentado como
requisito parcial para a disciplina
Interpretação de Textos Bíblicos
do
Programa de Mestrado da Faculdade
Teológica Batista do Paraná
Curitiba
2015
Resumo
O presente artigo traz como proposta central verificar os Métodos de Interpretação Bíblica,
bem como apresentar alguns Métodos existentes na atualidade, suas divergências
e concordâncias com os métodos mais antigos, observando as mudanças ao longo da
história. Assim, com a ideia central exposta, buscar-se-á o esclarecimento das dúvidas, além de apontar para os
métodos ainda usados na Interpretação Bíblica. É imperioso ressaltar que, nos
dias de hoje, ainda existem inúmeros leitores, intérpretes, pregadores e
pastores expositores das Escrituras Sagradas que tratam a Bíblia de qualquer
forma, fazendo dela, um simples livro de fábulas; mas, na verdade, esse Livro é
a sublime palavra de Deus e deve ser tratada como tal. Verificarei, ainda, quais
autores estão falando sobre o tema; o que querem expor, quais as suas ideias e
métodos. Nesse sentido, verificarei as
divergências entre alguns autores, bem como abordarei os pontos com os quais
eles concordam, tendo por base as linhas de pensamento, os métodos e os modelos
de interpretação bíblica. Com isso, espero contribuir, de alguma forma, para o
crescimento do debate na área teológica, trazendo pontos importantes da
interpretação bíblica para ampliar a discussão teológica.
Palavras-chave:
Métodos de Interpretação Bíblica. Escrituras Sagradas. Divergências e
Convergências. Crescimento
Pessoal.
SUMMARY
The central
purpose of this article is to verify, carefully and judiciously, the Biblical
Interpretation methods and to present some existing methods today, their
differences and agreements with the older methods, observing the changes
throughout history. So with the exposed central idea will seek clarification of
doubts, and point to the methods still used in Biblical Interpretation. It is
imperative to point out that, today, there are still countless readers,
interpreters, preachers and pastors exhibitors of the Holy Scriptures that
treat the Bible anyway, making it a simple book of fables; but in fact, this
book is the sublime word of God and should be treated as such. I will check
also which authors are talking about the subject; what they want to expose what
their ideas and methods. In this sense, I will check the differences between
some authors and discuss the points with which they agree, based on the lines
of thought, methods and models of biblical interpretation. With this, I hope to
contribute in some way to the growth of theological debate in the area,
bringing important points of biblical interpretation to expand the theological
discussion.
KEYWORDS.
Methods of Biblical Interpretation. Holy Scriptures. Divergences and
Convergences. Personal growth.
Introdução
Neste artigo, falar-se-á da importância dos Métodos de Interpretação Bíblica,
bem como das diferenças apresentadas pelos autores. A relevância do tema está
relacionada à continuidade e à valorização do debate referente ao tema proposto
neste artigo.
O tema Métodos de Interpretação de Textos Bíblicos
deve sempre estar presente nas academias da vida cristã, já que cada método é
uma ferramenta indispensável para a interpretação bíblica; o problema está nas
multiplicidades de pensamentos, nas divergências de métodos e nos pequenos entraves,
tais como, a tradução. Essas divergências são importantes para dar continuidade
ao debate, pois se tem observado a multiplicidade de assuntos relacionados à
interpretação bíblica.
Diante do exposto, o
objetivo é apresentar alguns desses métodos de interpretação bíblica na
atualidade, suas divergências e concordâncias com métodos novos e com os mais
antigos, além de estimular novos
pesquisadores a observar as mudanças ao longo da história. A estrutura do
artigo se dará da seguinte maneira: no primeiro momento, apresentar-se-á os
Métodos de Interpretação Bíblica, trazendo um breve relato sobre a simplicidade
e a clareza das Escrituras, da Exegese e da Hermenêutica, além de explicitar a
maneira como são utilizadas essas ferramentas, bem como fazer uma análise de
suas interpretações.
Em seguida, abordar-se-á os Métodos de Interpretação
propostos na atualidade, com breve histórico pelos métodos históricos, críticos
e gramático-histórico, até porque, ainda hoje há a utilização de tais métodos.
E, por derradeiro, far-se-á um apanhado sobre
a nova hermenêutica, buscando-se as divergências e as convergências entre os
problemas levantados pelos autores.
Simplicidade
e Clareza das Escrituras
As Escrituras tendem a ser descomplicadas,
porém, em virtude da diversidade de interpretações errôneas, surge, ainda hoje,
a utilização de Métodos de Interpretação Bíblica, os quais estão à disposição para
uma melhor compreensão das Escrituras.
A seguir, os autores, Walter Kaiser, Jr. e Moises Silva, levantarão um ponto
que levará a uma pergunta relevante, a
qual deverá ser analisada, antes de se elaborar uma resposta. Sendo assim, o termo hermenêutico levanta
uma questão importante: Por que se deve esperar que leitores da Bíblia estudem
princípios de interpretação?[3]A resposta é quase
automática: ora, porque se espera que os leitores tenham vontade de aprender
muito mais sobre as Escrituras.
Determinada
ocasião, alguém me falou que, para ver coisas profundas é necessário mergulhar
profundamente. Com essa frase no coração
e, a partir de então, tenho tentado viver as Escrituras profundamente. É
evidente que esse conceito não serve como verdade absoluta, uma vez que nem
todos pensam e agem da mesma maneira.
Todavia, esse ensinamento é cabível, a fim de
que se possa estudar minuciosamente as Escrituras. Esse conceito, de mergulhar
fundo nas Escrituras, deve ser levado adiante, pois Nelas encontraremos todas
as respostas das quais precisamos para uma vida cristã saudável.
Lembro-me da instrução de Timóteo: Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa
para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
instruído para toda a boa obra.[4] 2 Timóteo 3:16,17 sei que haverão
aqueles que não acreditarão que a Escritura é divinamente inspirada por Deus,
mas assim creio, sei que posso ser chamado de radical, mas ainda assim, creio
na inspiração das Escrituras.
Para tanto, o autor, Vílson Scholz, traz a
clareza da definição do termo Bíblia das
Escrituras: "Bíblia" é uma palavra grega plural, que significa "livros", ou,
para ser mais exato, "rolos". Em grego, pronuncia-se bíblia, com
acento no segundo i. Embora a palavra, nessa forma de plural, apareça três
vezes no Novo Testamento (Jo 21.25; 2Tm 4.13; Ap20.12), em momento algum se
refere aos livros da própria Bíblia.
Segundo consta, foi o teólogo
cristão, Orígenes, que, por volta de 250 d.C, pela primeira vez, usou o termo
"Bíblia" para designar os livros do Novo Testamento (NT). Depois, por volta dos anos 800 d.C, o termo entrou no latim, para
designar o conjunto dos livros sagrados. Do latim, passou a outras línguas,
tanto assim que, em inglês se diz Bible; em alemão, Bibel; em
italiano, Bibbia,
e assim por diante.[5]
E, hoje, tem-se a Bíblia em português, ao alcance de nossas mãos, sem falar na
infinidade de estudos de vários autores que temos a nossos dispor.
O que precisamos entender é que
a clareza das Escrituras está evidente Nelas, pois em toda a Bíblia, Deus fala para ser entendido. Ao ler as Escrituras,
é preciso captar o que o autor está falando, a partir de sua perspectiva. Por
isso é importante avaliar o modo de vida do autor; data em que foi escrito o
texto; para quem foi escrita a citação cultural da época, e o cumprimento ou
não do texto, isso ajudará a ter clareza na hora de decidir a aplicação do
texto. O que se espera do leitor da Bíblia
é um sério comprometimento com ela e com a sua leitura: uma dedicação extrema
levará a uma interpretação mais clara das Escrituras. Vale salientar aqui, que
foi o próprio Jesus quem falou que erramos porque não conhecemos as Escrituras,
tampouco o seu poder, que só pode vir das Escrituras. Jesus, porém,
respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de
Deus [6]Mt 22,29.
O Princípio das Interpretações
O autor David Docket, vai trabalhar bem esta questão do Princípio
das Interpretações com melhor clareza em seu livro: Hermenêutica
contemporânea à luz da igreja primitiva. A referida obra aduz que, desde o princípio do movimento cristão, os primeiros crentes compartilharam as Escrituras dos judeus. Seguindo o exemplo de Jesus, esses crentes sustentavam que a Escritura era,
acima de qualquer outra coisa, a Palavra de Deus
inspirada.
A igreja primitiva herdou dos judeus não só as Escrituras, mas também
diversos métodos de interpretação,
bem como as próprias interpretações. No entanto, a interpretação das Escrituras judaicas, pela igreja primitiva,
incluía um fator
adicional que conferia um novo significado a elas: a vida,
a morte e a ressurreição de Jesus.[7]
Dessa forma, ver-se-ão, a seguir, alguns desses métodos
abordados pelo autor. O próprio Jesus utilizava métodos de interpretação
judaico da época, quando se referia às Escrituras. Ele é o principal responsável
pela criação dos métodos de interpretação cristocêntricos- Cristo é o centro de
tudo- do Novo Testamento. Jesus abordava o
método chamado de Literal. [8]
Três exemplos podem
ser apresentados no que diz respeito ao ensino
das relações humanas,
sendo eles: Marcos 7.10 (Mt 15.14)
apresenta Jesus
repreendendo os
fariseus
com
explicações originadas
diretamente de
Êxodo 20,12: “Honra teu pai e tua mãe”, e de Êxodo 21.17: “Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que
ser executado”.
Com relação a questões de casamento e divórcio, ele respondeu em
Marcos 10.7 (Mt 19.5
também uma citação literal de
Gênesis 2.24: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se
tornarão uma só carne) Uma vez que Deus falou de
maneira bastante direta
sobre essas questões fundamentais, Jesus também as interpretou de
maneira direta. No caso dos primeiros cristãos,
permitiu- lhes a adoção do uso normativo que
o próprio Jesus fazia
das
Escrituras,
possibilitando-os a se voltarem para ele, em busca de orientação em
sua
tarefa hermenêutica.
Como
Jesus buscou métodos diretos de interpretação, os discípulos também utilizavam
esses métodos, tendo por base o Antigo Testamento. Jesus tornou-se a fonte direta e fundamental para o entendimento do Antigo Testamento pela igreja. O novo paradigma desenvolveu-se porque ao anterior faltava
um foco criptológico. Era necessária uma perspectiva hermenêutica que pudesse
transformar
Torá em uma Torá messiânica.
Dessa
forma, por meio do
padrão que Jesus estabeleceu e que sua elevada autoridade expressou por meio do Espírito,
Ele
serviu como a fonte contínua da abordagem hermenêutica das Escrituras para a igreja primitiva. “Portanto, a
perspectiva criptológica dos primeiros cristãos
permitiu- lhes a adoção do uso normativo que
o próprio Jesus fazia
das
Escrituras,
possibilitando-os a se voltarem para Ele em
busca de orientação em sua tarefa
hermenêutica.
Hermenêutica:
um breve relato do termo
Esse termo vem do
grego, hermeneutes, que significa interpretação, ou a arte de interpretar. O vocábulo grego hermeneutes significa intérprete.
Essa palavra
deriva do nome de Hermes, que
era tido como o mensageiro divino e intérprete dos deuses, e que também era o
deus da eloquência, que os romanos chamavam de Mercúrio.
Usos:
1) O uso comum
dessa palavra alude à interpretação de
textos escritos, especialmente bíblicos, embora também de natureza filosófica, legal, etc.
2) As atividades da Filosofia e das Ciências Sociais
são consideradas, por muitos
especialistas, como mais aparentadas
à hermenêutica do que às ciências exatas,
as quais já usam métodos de laboratório em suas pesquisas. Spranger
referia-se à Psicologia como uma hermenêutica do espírito.
3) A Filosofia,
dentro daquilo que ela opera, em uma cultura qualquer, envolve a hermenêutica.[9]
Diante do exposto,
constata-se que o termo deriva da arte de interpretar os textos antigos. A
hermenêutica é a ciência das leis e princípios de interpretação e explanação.
Em relação aos estudos bíblicos e teológicos, o principal aspecto desse estudo
diz respeito à compreensão das Escrituras Sagradas, e por quais meios essa
compreensão deve ser atingida. A hermenêutica deve ser estudada, logicamente,
antes da exegese.
Exegese
e Hermenêutica
Segundo
Russell Champlin, a palavra exegese vem do grego: ex, «fora-,
e agein, «guiar», ou seja, liderar ou
explicar. A palavra portuguesa exegese é usada para indicar
«narrativa», «tradução» ou «interpretação». Dentro do contexto teológico, a
ênfase recai sobre a interpretação de modos formais de explicação que podem ser
aplicados a algum texto, a fim de se compreender o seu sentido.
Na
linguagem técnica, a exegese aponta para a interpretação de alguma
passagem literária específica, ao mesmo tempo em que os princípios gerais
aplicados em tais interpretações são chamados de hermenêutica[10].
Logo, veremos a importância da hermenêutica para os cristãos da atualidade.
Para Jean Grondim , a definição de
hermenêutica está ligada ao primeiro surgimento da palavra, no século
XVII, à ciência e, respectivamente, à arte da interpretação.
Até o fim do século passado, ela assumia
normalmente
a forma de uma doutrina que prometia apresentar as regras de uma interpretação competente.
Sua intenção era de natureza predominantemente
normativa e também técnica. Ela se restringia a tarefa de fornecer
às ciências, declaradamente interpretativas,
algumas indicações metodológicas,
com o intuito de prevenir, do melhor modo possível, a arbitrariedade no campo da interpretação.
Ela desfrutava de uma
existência externamente, em grande parte invisível, como disciplina auxiliar no âmbito daqueles ramos estabelecidos pela
ciência, os quais se ocupavam explicitamente com a interpretação de textos ou de sinais. Por
isso formou-se, desde a Renascença, uma hermenêutica teológica: hermenêutica sacra; uma hermenêutica
filosófica:
hermenêutica profana; bem
como uma hermenêutica
jurídica.[11]
Já, o autor Jean Grondim, vai buscar uma abordagem mais
filosófica da hermenêutica, porém, não deixando de falar que a Hermenêutica é sim a ciência, a arte de interpretar ,
tanto na área teológica-falando da sua formação na hermenêutica sacra e sua
contribuição; como uma hermenêutica filosófica, conhecida também como hermenêutica profana, e por último,também
sua abordagem reflete na hermenêutica jurídica.[12]
Métodos de Intepretação Propostos na Atualidade
Método "histórico-crítico". O Professor
e Dr. Augustos Nicodemos dias Lopes
escreveu recentemente um artigo chamado “O dilema
do método histórico-crítico na interpretação bíblica no portal da universidade Mackenzie, [13] nele o autor apresenta
fatos que nos levam a acreditar que ainda hoje esse método é utilizado por
universidades teológicas de todo o mundo.
Salienta o autor que o surgimento
deste método foi para fazer distinção entre a Palavra de Deus e as Escrituras. O método histórico-crítico assumiu, desde o início,
pressupostos dogmáticos que refletem rejeição da autoridade e infalibilidade
das Escrituras. Ele também estabeleceu um alvo que é impossível de ser
alcançado, ou seja, separar o cânon normativo do cânon formal, estabelecendo
exegeticamente a distinção entre Palavra de Deus e Escritura.
O professor fala
dos problemas enfrentados pelo método histórico-crítico que deu origem a
diversas críticas no meio acadêmico , como a das fontes, da forma e da redação.
O dilema por qual passa esse método, nos dias de hoje, é decorrente de diversos
fatores apontados por estudiosos alemães,como: Gerhard Maier, Eta Linneman e
Peter Stuhlmacher.
Método Gramático-Histórico
O Método
"gramático-histórico"
apresentado por Valtencir Alves, que é o autor do Artigo no blog bereanos,[14]faz sua
defesa acreditando ser esse método o mais eficaz na compreensão das Escrituras,
por acreditar na inerência da Bíblia.
Conforme
o referido autor, o método procura entender sua mensagem e aplicá-la nos dias
de hoje, respeitando a historicidade, como também a veracidade dos fatos. Além
disso, faz a defesa e a apresentação de sete (7) pressupostos
básicos do método gramático-histórico, sendo eles:
a) Somente a Bíblia: a
autoridade e a unidade das Escrituras são tais que a Escritura é a norma final
com respeito ao conteúdo e ao método de interpretação;
b) A Bíblia é a
autoridade suprema e não está sujeita ao princípio da crítica, pois os dados
bíblicos são aceitos com seu valor de face e não estão sujeitos a uma norma
externa para determinar confiabilidade, adequação, inteligibilidade;
c) Rejeição do princípio da
analogia, pois se admite a atividade singular de Deus, descrita na Escritura e
no processo de formação da Escritura;
d) Rejeição do princípio da
correlação, já que admitimos a intervenção divina na história como descrita na
Escritura;
e)Unidade da Escritura: uma
vez que os diversos autores foram guiados por um único autor divino, a
Escritura pode ser comparada com a Escritura para formular doutrina;
f) Natureza transtemporal da
Escritura: Deus fala através do profeta para uma cultura específica, contudo a
mensagem transcende os condicionamentos culturais como verdade eterna;
g) O elemento divino e humano
das Escrituras não pode ser separado.
Nova Hermenêutica
Método da então chamada Nova
Hermenêutica. Na década de 60, surgiu um movimento de interpretação da Bíblia
que buscou se especializar no domínio, no processo da interpretação das
Escrituras. Ernst Fuchs, Gerhard Ebeling, Hans Georg Gadamer e Eberhard Jüngel
foram os pioneiros deste método denominado "Nova Hermenêutica."
Logo
abaixo, o autor vai representar uma síntese das principais afirmações do método,
tal como é defendido por Gadamer e que poderá ser útil para uma melhor
compreensão.[15]
1)
O preconceito na interpretação não pode ser evitado. Mas deve ser encorajado,
se queremos captar toda a obra e não apenas as partes. Esta pré-compreensão vem
de nós mesmos e não do texto, uma vez que o texto é indeterminado em seu
significado.
2)
O significado de um texto sempre ultrapassa o seu significado, portanto a
compreensão não é um processo reprodutivo, mas uma atividade produtiva. O
assunto, não o autor, é que determina o significado.
3)
A explicação de uma passagem não é totalmente o resultado da perspectiva do
intérprete, nem totalmente a perspectiva da situação histórica original do
texto, é, ao contrário, uma “fusão de horizontes.” no processo de compreensão,
até porque, as duas perspectivas se fundem em uma terceira opção.
4)
Significados do passado não podem ser reproduzidos no presente porque o ser do
passado não pode se tornar ser no presente.
Ainda existem outros métodos que carecem de
uma discussão, quais sejam: Método
Estruturalista, Método da Teologia da Libertação, Métodos Pós-Modernos,
todos esses métodos merecem uma atenção e devem ser trazidos a fim de se
analisar e, posteriormente, fazer uma crítica para o enriquecimento no processo
de aprendizagem.
Consenso
entre os Autores e os Problemas Levantados
O consenso entre autores acontece pelo
significado da interpretação bíblica, pois a maioria deles concorda que a hermenêutica é a arte de interpretar.
Todavia, um dos problemas levantados é a tentativa de criação de um método Cristocêntrico
a partir da Torá.
Esta seria a solução para
muitos problemas, mas ainda existem muitas divergências entre judeus e não
judeus sobre uma hermenêutica que possa transformar a Torá em uma Torá
messiânica. Além disso, têm-se os problemas da Nova Hermenêutica, que apresenta
uma série de dúvidas nas suas interpretações.
Esse movimento, de
interpretação da Bíblia, que buscou se especializar no domínio e no processo da
interpretação das Escrituras, cujos autores são: Ernst Fuchs, Gerhard Ebeling,
Hans Georg Gadamer e Eberhard Jüngeleles foram os pioneiros deste método
denominado Nova Hermenêutica; defendido por Gadamer, que em minha opinião
apresenta uma série de contradições, as quais já foram elencadas.
Conclusões
e Considerações Finais
Conclui-se este
artigo, deixando claro que os objetivos propostos foram alcançados, e que agora
já se tenha subsídios suficientes para a abertura de um debate sobre os métodos e práticas da hermenêutica. O método
utilizado foi a pesquisa bibliográfica, sendo analisados, minuciosamente, os
Livros, os Artigos e a Bíblia para a elaboração deste artigo.
O problema levantado não
foi respondido, pois ainda há muito que se discutir sobre hermenêutica, exegese
e suas regras de interpretação. Constata-se que é de extrema importância que
alguns temas sejam debatidos ainda, quais sejam: a importância da exegese, a
importância da hermenêutica, o papel da hermenêutica moderna, a nova
hermenêutica e o método gramático-histórico. Vale lembrar que essas são
sugestões para os próximos Artigos.
Referências Bibliográficas
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gramático histórico. Blog bereianos. Disponível em: http://bereianos.blogspot.com.br/2012/12/hermeneutica-biblica-metodo-gramatico.html#.VcIawflViko. Acesso em: 05/08/2015.
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KAISER, C. Walter; Moisés SILVA. Introdução à Hermenêutica Bíblica. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã, 2002, p. 12.
[1] Jeverson Nascimento é Bacharel em Teologia pela UNICESUMAR, Mestrando em Teologia
Pastoral pela FTBP, escritor, seminarista e diretor do CETESC - Centro de
Teologia de Santa Catarina -, professor
de Homilética e Angelologia, ensino religioso pela ETEADJO - Escola Teológica de São José - é pastor em
São José\ SC membro da CIADESCP, Convenção das Assembleias de Deus do Estado de
Santa Catarina. Membro CGADB, Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil: prjeverson@gmail.com
[2] Antônio Renato Gusso é Pastor e Escritor. Sua vasta formação inclui os títulos de Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Batista do Paraná,local onde leciona, desde 1990, matérias relacionadas ao Antigo e ao Novo Testamento, História de Israel, Hermenêutica, Exegese, Grego e Hebraico. Também é Mestre e Doutor em Teologia na área de Antigo Testamento pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, RJ. Mestre e Doutor em Ciências da Religião na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico pela Universidade Metodista de São Paulo, SP, e pós-doutor em Teologia pela Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo, RS. É Diretor da Faculdade Batista Pioneira, em Ijuí, RS, e pastor da Igreja Batista Ágape, em Curitiba, PR. Curriculum disponível em http://www.vidanova.com.br/autores.asp?codigo=7 Acessado dia: 27/07/2015.
[3] KAISER, C. Wálter; Moisés, SILVA. Introdução à Hermenêutica Bíblica. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã, 2002, p.12.
[4] Bíblia Online, Versão completa e gratuita da Bíblia
Sagrada Online © 2009. Disponível em: http://www.bibliaon.com. Acessado em:
06/08/2015.
[5] SCHOLZ, Vílson. Princípios de
interpretação bíblica, introdução à hermenêutica com ênfase em gêneros
literários. Canoas- RS,
2006. Ulbra, p. 09.
[6] Bíblia Online -
versão completa e gratuita da Bíblia Sagrada Online ©
2009. Disponível em <http://www.bibliaon.com> Acessado em: 06/08/2015 às
11h22min, e 10 segundos.
[7] DOCKET, David. Hermenêutica contemporânea à luz da igreja
primitiva /São Paulo SP/ Editora vida, 2005.p.12.
[8] DOCKET, David. Hermenêutica contemporânea à luz da igreja
primitiva /São Paulo SP/ Editora vida, 2005.p.16.
[13] LOPES, Augustos Nicodemus. O dilema do método histórico-crítico na
interpretação bíblica. Portal Mackenzie. Disponível em: <http://www.mackenzie.com.br/dilema.html>. Acesso em:
04/08/2015.
[14] ALVES, Valtencir. Método
gramático-histórico. Blog bereanos. Disponível em: http://bereianos.blogspot.com.br/2012/12/hermeneutica-biblica-metodo-gramatico.html#.VcIawflViko. Acesso em:
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[15] BRASIL, Elias de Souza. Métodos
contemporâneos de interpretação da bíblica. Disponível em :<
https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&ved=0CCwQFjACahUKEwi8xqzenpLHAhUBooAKHU1vCDQ&url=http%3A%2F%2Fwww.seer-adventista.com.br%2Fojs%2Findex.php%2Fpraxis%2Farticle%2Fdownload%2F548%2F481&ei=XynCVfyaFYHEggTN3qGgAw&usg=AFQjCNEEIA67jln0zNXduovgaBQrxn9IbQ&sig2=EC84wsT8-xiD-dOsEIcMlg>> Acesso em: 05/08/2015.

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