Métodos de Interpretação de Textos Bíblicos





FACULDADE TEOLÓGICA BATISTA DO PARANÁ

Programa de Mestrado Profissional em Aconselhamento Pastoral





Por: Jeverson Nascimento[1]

Professor: José Neivaldo de Souza[2]

                   Artigo apresentado como requisito parcial para a disciplina
  Interpretação de Textos Bíblicos
do Programa de Mestrado da Faculdade
 Teológica Batista do Paraná





Curitiba

2015



Resumo



     O presente artigo traz como proposta  central verificar os Métodos de Interpretação Bíblica, bem como apresentar alguns Métodos existentes na atualidade, suas divergências e concordâncias com os métodos mais antigos, observando as mudanças ao longo da história. Assim, com a ideia central exposta, buscar-se-á o esclarecimento das dúvidas, além de apontar para os métodos ainda usados na Interpretação Bíblica. É imperioso ressaltar que, nos dias de hoje, ainda existem inúmeros leitores, intérpretes, pregadores e pastores expositores das Escrituras Sagradas que tratam a Bíblia de qualquer forma, fazendo dela, um simples livro de fábulas; mas, na verdade, esse Livro é a sublime palavra de Deus e deve ser tratada como tal. Verificarei, ainda, quais autores estão falando sobre o tema; o que querem expor, quais as suas ideias e métodos.  Nesse sentido, verificarei as divergências entre alguns autores, bem como abordarei os pontos com os quais eles concordam, tendo por base as linhas de pensamento, os métodos e os modelos de interpretação bíblica. Com isso, espero contribuir, de alguma forma, para o crescimento do debate na área teológica, trazendo pontos importantes da interpretação bíblica para ampliar a discussão teológica.      











                                                          Palavras-chave: Métodos de Interpretação Bíblica. Escrituras Sagradas. Divergências e Convergências. Crescimento Pessoal.





SUMMARY

The central purpose of this article is to verify, carefully and judiciously, the Biblical Interpretation methods and to present some existing methods today, their differences and agreements with the older methods, observing the changes throughout history. So with the exposed central idea will seek clarification of doubts, and point to the methods still used in Biblical Interpretation. It is imperative to point out that, today, there are still countless readers, interpreters, preachers and pastors exhibitors of the Holy Scriptures that treat the Bible anyway, making it a simple book of fables; but in fact, this book is the sublime word of God and should be treated as such. I will check also which authors are talking about the subject; what they want to expose what their ideas and methods. In this sense, I will check the differences between some authors and discuss the points with which they agree, based on the lines of thought, methods and models of biblical interpretation. With this, I hope to contribute in some way to the growth of theological debate in the area, bringing important points of biblical interpretation to expand the theological discussion.





KEYWORDS.

Methods of Biblical Interpretation. Holy Scriptures. Divergences and Convergences. Personal growth.





Introdução

     Neste artigo, falar-se-á da importância dos Métodos de Interpretação Bíblica, bem como das diferenças apresentadas pelos autores. A relevância do tema está relacionada à continuidade e à valorização do debate referente ao tema proposto neste artigo.
 O tema Métodos de Interpretação de Textos Bíblicos deve sempre estar presente nas academias da vida cristã, já que cada método é uma ferramenta indispensável para a interpretação bíblica; o problema está nas multiplicidades de pensamentos, nas divergências de métodos e nos pequenos entraves, tais como, a tradução. Essas divergências são importantes para dar continuidade ao debate, pois se tem observado a multiplicidade de assuntos relacionados à interpretação bíblica.

Diante do exposto, o objetivo é apresentar alguns desses métodos de interpretação bíblica na atualidade, suas divergências e concordâncias com métodos novos e com os mais antigos,  além de estimular novos pesquisadores a observar as mudanças ao longo da história. A estrutura do artigo se dará da seguinte maneira: no primeiro momento, apresentar-se-á os Métodos de Interpretação Bíblica, trazendo um breve relato sobre a simplicidade e a clareza das Escrituras, da Exegese e da Hermenêutica, além de explicitar a maneira como são utilizadas essas ferramentas, bem como fazer uma análise de suas interpretações.

 Em seguida, abordar-se-á os Métodos de Interpretação propostos na atualidade, com breve histórico pelos métodos históricos, críticos e gramático-histórico, até porque, ainda hoje há a utilização de tais métodos.

 E, por derradeiro, far-se-á um apanhado sobre a nova hermenêutica, buscando-se as divergências e as convergências entre os problemas levantados pelos autores.        



Simplicidade e Clareza das Escrituras

     As Escrituras tendem a ser descomplicadas, porém, em virtude da diversidade de interpretações errôneas, surge, ainda hoje, a utilização de Métodos de Interpretação Bíblica, os quais estão à disposição para uma melhor compreensão das Escrituras.

 A seguir, os autores, Walter Kaiser, Jr. e Moises Silva, levantarão um ponto que  levará a uma pergunta relevante, a qual deverá ser analisada, antes de se elaborar uma resposta.  Sendo assim, o termo hermenêutico levanta uma questão importante: Por que se deve esperar que leitores da Bíblia estudem princípios de interpretação?[3]A resposta é quase automática: ora, porque se espera que os leitores tenham vontade de aprender muito mais sobre as Escrituras.

Determinada ocasião, alguém me falou que, para ver coisas profundas é necessário mergulhar profundamente.  Com essa frase no coração e, a partir de então, tenho tentado viver as Escrituras profundamente. É evidente que esse conceito não serve como verdade absoluta, uma vez que nem todos pensam e agem da mesma maneira.

 Todavia, esse ensinamento é cabível, a fim de que se possa estudar minuciosamente as Escrituras. Esse conceito, de mergulhar fundo nas Escrituras, deve ser levado adiante, pois Nelas encontraremos todas as respostas das quais precisamos para uma vida cristã saudável.

 Lembro-me da instrução de Timóteo: Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.[4] 2 Timóteo 3:16,17 sei que haverão aqueles que não acreditarão que a Escritura é divinamente inspirada por Deus, mas assim creio, sei que posso ser chamado de radical, mas ainda assim, creio na inspiração das Escrituras.

 Para tanto, o autor, Vílson Scholz, traz a clareza da definição do termo Bíblia  das Escrituras: "Bíblia" é uma palavra grega plural, que significa "livros", ou, para ser mais exato, "rolos". Em grego, pronuncia-se bíblia, com acento no segundo i. Embora a palavra, nessa forma de plural, apareça três vezes no Novo Testamento (Jo 21.25; 2Tm 4.13; Ap20.12), em momento algum se refere aos livros da própria Bíblia.

 Segundo consta, foi o teólogo cristão, Orígenes, que, por volta de 250 d.C, pela primeira vez, usou o termo "Bíblia" para designar os livros do Novo Testamento (NT). Depois, por volta dos anos 800 d.C, o termo entrou no latim, para designar o conjunto dos livros sagrados. Do latim, passou a outras línguas, tanto assim que, em inglês se diz Bible; em alemão, Bibel; em italiano, Bibbia, e assim por diante.[5] E, hoje, tem-se a Bíblia em português, ao alcance de nossas mãos, sem falar na infinidade de estudos de vários autores que temos a nossos dispor.

 O que precisamos entender é que a clareza das Escrituras está evidente Nelas, pois em toda a Bíblia, Deus fala para ser entendido. Ao ler as Escrituras, é preciso captar o que o autor está falando, a partir de sua perspectiva. Por isso é importante avaliar o modo de vida do autor; data em que foi escrito o texto; para quem foi escrita a citação cultural da época, e o cumprimento ou não do texto, isso ajudará a ter clareza na hora de decidir a aplicação do texto.  O que se espera do leitor da Bíblia é um sério comprometimento com ela e com a sua leitura: uma dedicação extrema levará a uma interpretação mais clara das Escrituras. Vale salientar aqui, que foi o próprio Jesus quem falou que erramos porque não conhecemos as Escrituras, tampouco o seu poder, que só pode vir das Escrituras. Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus [6]Mt 22,29.



O Princípio das Interpretações



O autor David Docket, vai trabalhar bem esta questão do Princípio das Interpretações com melhor clareza em seu livro: Hermenêutica contemporânea à luz da igreja primitiva. A referida obra aduz que, desde o princípio do movimento cristão, os primeiros crentes compartilharam as Escrituras dos judeus. Seguindo o exemplo de Jesus, esses crentes sustentavam que a Escritura era, acima de qualquer outra coisa, a Palavra de Deus inspirada.

A igreja primitiva herdou dos judeus não só as Escrituras, mas também diversos métodos de interpretão, bem como as próprias interpretações. No entanto, a interpretão das Escrituras judaicas, pela igreja primitiva, incluía um fator adicional que conferia um novo significado a elas: a vida, a morte e a ressurreição de Jesus.[7]

Dessa forma, ver-se-ão, a seguir, alguns desses métodos abordados pelo autor. O próprio Jesus utilizava métodos de interpretação judaico da época, quando se referia às Escrituras. Ele é o principal responsável pela criação dos métodos de interpretação cristocêntricos- Cristo é o centro de tudo- do Novo Testamento. Jesus abordava o método chamado de Literal. [8]

Três exemplos podem ser apresentados no que diz respeito ao ensino das relações humanas, sendo eles: Marcos 7.10 (Mt 15.14) apresenta Jesus repreendendo  os  fariseus  com  explicões  originadas  diretamente  de  Êxodo 20,12: Honra teu pai e tua mãe”, e de Êxodo 21.17: Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado”.

Com relão a questões de casamento e divórcio, ele respondeu em Marcos 10.7 (Mt 19.5 também uma citação literal de Gênesis 2.24: Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se uni à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne) Uma vez que Deus falou de maneira bastante direta sobre essas questões fundamentais, Jesus também as interpretou de maneira direta. No caso dos primeiros cristãos, permitiu- lhes a adoção do uso normativo que o próprio Jesus fazia das Escrituras, possibilitando-os a se voltarem para ele, em busca de orientação em sua tarefa hermenêutica.

Como Jesus buscou métodos diretos de interpretação, os discípulos também utilizavam esses métodos, tendo por base o Antigo Testamento. Jesus tornou-se a fonte direta e fundamental para o entendimento do Antigo Testamento pela igreja. O novo paradigma desenvolveu-se porque ao anterior faltava um foco criptogico. Era necessária uma perspectiva hermenêutica que pudesse transformar Torá em uma Tomessiânica.

Dessa forma, por  meio  do  padrão que Jesus estabeleceu e que sua elevada autoridade expressou por meio do Espírito, Ele serviu como a fonte connua da abordagem hermenêutica das Escrituras para a igreja primitiva. Portanto, a perspectiva criptológica dos primeiros cristãos permitiu- lhes a adoção do uso normativo que o próprio Jesus fazia das Escrituras, possibilitando-os a se voltarem para Ele em busca de orientação em sua tarefa hermenêutica.





Hermenêutica: um breve relato do termo   

A palavra e seus usos, segundo Russell Champlin.

Esse termo vem do grego, hermeneutes, que significa interpretação, ou a arte de interpretar.      O vocábulo grego hermeneutes significa intérprete.

Essa palavra deriva do nome de Hermes, que era tido como o mensageiro divino e intérprete dos deuses, e que também era o deus da eloquência, que os romanos chamavam de Mercúrio.

Usos:

1) O uso comum dessa palavra alude à interpretação de textos escritos, especialmente bíblicos, embora também de natureza filosófica, legal, etc.

 2) As atividades da Filosofia e das Ciências Sociais são consideradas, por muitos especialistas, como mais aparentadas à hermenêutica do que às ciências exatas, as quais já usam métodos de laboratório em suas pesquisas.  Spranger referia-se à Psicologia como uma hermenêutica do espírito.

3) A Filosofia, dentro daquilo que ela opera, em uma cultura qualquer, envolve a hermenêutica.[9]

Diante do exposto, constata-se que o termo deriva da arte de interpretar os textos antigos. A hermenêutica é a ciência das leis e princípios de interpretação e explanação. Em relação aos estudos bíblicos e teológicos, o principal aspecto desse estudo diz respeito à compreensão das Escrituras Sagradas, e por quais meios essa compreensão deve ser atingida. A hermenêutica deve ser estudada, logicamente, antes da exegese.



Exegese e Hermenêutica

Segundo Russell Champlin, a palavra exegese vem do grego: ex, «fora-, e agein, «guiar», ou seja, liderar ou  explicar. A palavra portuguesa exegese é usada para indicar «narrativa», «tradução» ou «interpretação». Dentro do contexto teológico, a ênfase recai sobre a interpretação de modos formais de explicação que podem ser aplicados a algum texto, a fim de se compreender o seu sentido.

Na linguagem técnica, a exegese aponta para a interpretação de alguma passagem literária específica, ao mesmo tempo em que os princípios gerais aplicados em tais interpretações são chamados de hermenêutica[10]. Logo, veremos a importância da hermenêutica para os cristãos da atualidade.

Para Jean Grondim , a definição de hermenêutica está ligada ao primeiro surgimento da palavra, no século XVII, à ciência e, respectivamente, à arte da interpretação. Até o fim do século passado, ela assumia normalmente a forma de uma doutrina que prometia apresentar as regras de uma interpretação competente. Sua intenção era de natureza predominantemente normativa e também técnica. Ela se restringia a tarefa de fornecer às ciências, declaradamente interpretativas, algumas indicações metodológicas, com o intuito de prevenir, do melhor modo possível, a arbitrariedade no campo da interpretação. Ela desfrutava de uma existência externamente, em grande parte invisível, como disciplina auxiliar no âmbito daqueles ramos estabelecidos pela ciência, os quais  se ocupavam explicitamente com a interpretação de textos ou de sinais. Por isso formou-se, desde a Renascença, uma hermenêutica teogica: hermenêutica sacra; uma hermenêutica filosófica: hermenêutica profana; bem como uma  hermenêutica jurídica.[11]

 Já, o autor Jean Grondim, vai buscar uma abordagem mais filosófica da hermenêutica, porém, não deixando de falar que a Hermenêutica  é sim a ciência, a arte de interpretar , tanto na área teogica-falando da sua formação na hermenêutica sacra e sua contribuição; como uma  hermenêutica filosófica, conhecida também como hermenêutica profana, e por último,também sua abordagem reflete na  hermenêutica jurídica.[12]



Métodos de Intepretação Propostos na Atualidade



     Método "histórico-crítico". O Professor e Dr. Augustos Nicodemos dias Lopes escreveu recentemente um artigo chamado “O dilema  do método histórico-crítico na interpretação bíblica no portal  da universidade Mackenzie, [13] nele o autor apresenta fatos que nos levam a acreditar que ainda hoje esse método é utilizado por universidades teológicas de todo o mundo.

Salienta o autor que o surgimento deste método foi para fazer distinção entre a Palavra de Deus e as Escrituras. O método histórico-crítico assumiu, desde o início, pressupostos dogmáticos que refletem rejeição da autoridade e infalibilidade das Escrituras. Ele também estabeleceu um alvo que é impossível de ser alcançado, ou seja, separar o cânon normativo do cânon formal, estabelecendo exegeticamente a distinção entre Palavra de Deus e Escritura.

O professor fala dos problemas enfrentados pelo método histórico-crítico que deu origem a diversas críticas no meio acadêmico , como a das fontes, da forma e da redação. O dilema por qual passa esse método, nos dias de hoje, é decorrente de diversos fatores apontados por estudiosos alemães,como: Gerhard Maier, Eta Linneman e Peter Stuhlmacher. 



Método Gramático-Histórico



     O Método "gramático-histórico" apresentado por Valtencir Alves, que é o autor do Artigo no blog bereanos,[14]faz sua defesa acreditando ser esse método o mais eficaz na compreensão das Escrituras, por acreditar na inerência da Bíblia.

Conforme o referido autor, o método procura entender sua mensagem e aplicá-la nos dias de hoje, respeitando a historicidade, como também a veracidade dos fatos. Além disso, faz a defesa e a apresentação de sete (7) pressupostos básicos do método gramático-histórico, sendo eles:

a) Somente a Bíblia: a autoridade e a unidade das Escrituras são tais que a Escritura é a norma final com respeito ao conteúdo e ao método de interpretação;

b) A Bíblia é a autoridade suprema e não está sujeita ao princípio da crítica, pois os dados bíblicos são aceitos com seu valor de face e não estão sujeitos a uma norma externa para determinar confiabilidade, adequação, inteligibilidade;

c) Rejeição do princípio da analogia, pois se admite a atividade singular de Deus, descrita na Escritura e no processo de formação da Escritura;

d) Rejeição do princípio da correlação, já que admitimos a intervenção divina na história como descrita na Escritura;

e)Unidade da Escritura: uma vez que os diversos autores foram guiados por um único autor divino, a Escritura pode ser comparada com a Escritura para formular doutrina;

f) Natureza transtemporal da Escritura: Deus fala através do profeta para uma cultura específica, contudo a mensagem transcende os condicionamentos culturais como verdade eterna;

g) O elemento divino e humano das Escrituras não pode ser separado.



Nova Hermenêutica

      Método da então chamada Nova Hermenêutica. Na década de 60, surgiu um movimento de interpretação da Bíblia que buscou se especializar no domínio, no processo da interpretação das Escrituras. Ernst Fuchs, Gerhard Ebeling, Hans Georg Gadamer e Eberhard Jüngel foram os pioneiros deste método denominado "Nova Hermenêutica."

Logo abaixo, o autor vai representar uma síntese das principais afirmações do método, tal como é defendido por Gadamer e que poderá ser útil para uma melhor compreensão.[15]

1) O preconceito na interpretação não pode ser evitado. Mas deve ser encorajado, se queremos captar toda a obra e não apenas as partes. Esta pré-compreensão vem de nós mesmos e não do texto, uma vez que o texto é indeterminado em seu significado.

2) O significado de um texto sempre ultrapassa o seu significado, portanto a compreensão não é um processo reprodutivo, mas uma atividade produtiva. O assunto, não o autor, é que determina o significado.

3) A explicação de uma passagem não é totalmente o resultado da perspectiva do intérprete, nem totalmente a perspectiva da situação histórica original do texto, é, ao contrário, uma “fusão de horizontes.” no processo de compreensão, até porque, as duas perspectivas se fundem em uma terceira opção.

4) Significados do passado não podem ser reproduzidos no presente porque o ser do passado não pode se tornar ser no presente.

 Ainda existem outros métodos que carecem de uma discussão, quais sejam: Método Estruturalista, Método da Teologia da Libertação, Métodos Pós-Modernos, todos esses métodos merecem uma atenção e devem ser trazidos a fim de se analisar e, posteriormente, fazer uma crítica para o enriquecimento no processo de aprendizagem.





Consenso entre os Autores e os Problemas Levantados



    O consenso entre autores acontece pelo significado da interpretação bíblica, pois a maioria  deles concorda que a hermenêutica é a arte de interpretar. Todavia, um dos problemas levantados é a tentativa de criação de um método Cristocêntrico a partir da Torá.

Esta seria a solução para muitos problemas, mas ainda existem muitas divergências entre judeus e não judeus sobre uma hermenêutica que possa transformar a Torá em uma Torá messiânica. Além disso, têm-se os problemas da Nova Hermenêutica, que apresenta uma série de dúvidas nas suas interpretações.

Esse movimento, de interpretação da Bíblia, que buscou se especializar no domínio e no processo da interpretação das Escrituras, cujos autores são: Ernst Fuchs, Gerhard Ebeling, Hans Georg Gadamer e Eberhard Jüngeleles foram os pioneiros deste método denominado Nova Hermenêutica; defendido por Gadamer, que em minha opinião apresenta uma série de contradições, as quais já foram elencadas.





Conclusões e Considerações Finais

     Conclui-se este artigo, deixando claro que os objetivos propostos foram alcançados, e que agora já se tenha subsídios suficientes para a abertura  de um debate sobre os métodos  e práticas da hermenêutica. O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica, sendo analisados, minuciosamente, os Livros, os Artigos e a Bíblia para a elaboração deste artigo.

O problema levantado não foi respondido, pois ainda há muito que se discutir sobre hermenêutica, exegese e suas regras de interpretação. Constata-se que é de extrema importância que alguns temas sejam debatidos ainda, quais sejam: a importância da exegese, a importância da hermenêutica, o papel da hermenêutica moderna, a nova hermenêutica e o método gramático-histórico. Vale lembrar que essas são sugestões para os próximos Artigos.



Referências Bibliográficas

 ALVES, Valtencir. Método gramático histórico. Blog bereianos. Disponível em: http://bereianos.blogspot.com.br/2012/12/hermeneutica-biblica-metodo-gramatico.html#.VcIawflViko. Acesso em: 05/08/2015.


Bíblia Online - Versão completa e gratuita da Bíblia Sagrada Online © 2009. Disponível em: http://www.bibliaon.com. Acesso em: 06/08/2015.

Bíblia Online - Versão completa e gratuita da Bíblia Sagrada Online © 2009. Disponível em: http://www.bibliaon.com. Acesso em: 06/08/2015.

DOCKET, David. Hermenêutica contemporânea à luz da igreja primitiva .São Paulo- SP. Editora Vida, 2005. p.12.

NORMAN, Russel Champlin. Teologia e Filosofia. Volume 3, p. 95. São Paulo.  Hagnos, 2013.

LOPES, Augustos Nicodemus. O dilema do método histórico crítico na interpretação bíblica. Portal Mackenzie. Disponível em: <http://www.mackenzie.com.br/dilema.html>. Acesso em: 04/08/2015.

SCHOLZ, Vílson. Princípios de interpretação bíblica, introdução à hermenêutica com ênfase em gêneros literários. Canoas RS. 2006. Ulbra, p. 09.

KAISER, C. Walter; Moisés SILVA. Introdução à Hermenêutica Bíblica. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã, 2002, p. 12.








[1]  Jeverson Nascimento é Bacharel em Teologia pela UNICESUMAR, Mestrando em Teologia Pastoral pela FTBP, escritor, seminarista e diretor do CETESC - Centro de Teologia de Santa Catarina -,  professor de Homilética e Angelologia, ensino religioso pela ETEADJO -  Escola Teológica de São José - é pastor em São José\ SC membro da CIADESCP, Convenção das Assembleias de Deus do Estado de Santa Catarina. Membro CGADB, Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil: prjeverson@gmail.com

[2] Antônio Renato Gusso é  Pastor e Escritor. Sua vasta formação inclui os títulos de Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Batista do Paraná,local onde leciona, desde 1990, matérias relacionadas ao Antigo e ao Novo Testamento, História de Israel, Hermenêutica, Exegese, Grego e Hebraico. Também é Mestre e Doutor em Teologia na área de Antigo Testamento pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, RJ. Mestre e Doutor em Ciências da Religião na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico pela Universidade Metodista de São Paulo, SP, e pós-doutor em Teologia pela Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo, RS. É Diretor da Faculdade Batista Pioneira, em Ijuí, RS, e pastor da Igreja Batista Ágape, em Curitiba, PR. Curriculum disponível em http://www.vidanova.com.br/autores.asp?codigo=7 Acessado dia: 27/07/2015.

[3] KAISER, C. Wálter; Moisés, SILVA. Introdução à Hermenêutica Bíblica. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã, 2002, p.12.

[4] Bíblia Online, Versão completa e gratuita da Bíblia Sagrada Online © 2009. Disponível em: http://www.bibliaon.com. Acessado em: 06/08/2015.

[5]  SCHOLZ, Vílson. Princípios de interpretação bíblica, introdução à hermenêutica com ênfase em gêneros literários. Canoas- RS, 2006. Ulbra, p. 09.

[6] Bíblia Online - versão completa e gratuita da Bíblia Sagrada Online © 2009. Disponível em <http://www.bibliaon.com> Acessado em: 06/08/2015 às 11h22min, e 10 segundos.

[7] DOCKET, David. Hermenêutica contemporânea à luz da igreja primitiva /São Paulo SP/ Editora vida, 2005.p.12.
[8] DOCKET, David. Hermenêutica contemporânea à luz da igreja primitiva /São Paulo SP/ Editora vida, 2005.p.16.

[9] NORMAN  Russell Champlin. Teologia e Filosofia; Volume 3, p 95. São Paulo Hagnos 2013.
[10] NORMAN  Russell Champlin. Teologia e Filosofia; Volume 2, p 617. São Paulo Hagnos 2013
[11] GRONDIM, Jean. Introdução à hermenêutica filosófica. 1998. Editora UNISINOS, São Leopoldo, RS.
[12] GRONDIM, Jean. Introdução  à  hermenêutica filosófica. 1998 Editora UNISINOS, São Leopoldo,RS.  
[13] LOPES, Augustos Nicodemus. O dilema do método histórico-crítico na interpretação bíblica. Portal Mackenzie. Disponível em: <http://www.mackenzie.com.br/dilema.html>. Acesso em: 04/08/2015.

[14] ALVES, Valtencir. Método gramático-histórico. Blog bereanos. Disponível em: http://bereianos.blogspot.com.br/2012/12/hermeneutica-biblica-metodo-gramatico.html#.VcIawflViko. Acesso em: 05/08/2015.

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