Resumo do livro manual do pastor e da igreja







Resumo apresentado como requisito parcial para a disciplina Administração Eclesiástica do Programa de Mestrado da Faculdade Teológica Batista do Paraná.







FACULDADE TEOLÓGICA BATISTA DO PARANÁ

Programa de Mestrado Profissional em Aconselhamento Pastoral





                                                                                    Por: Jeverson Nascimento

                                                                                      Professor: Dr. Jaziel Martins Guerreiro

Administração Eclesiástica







Curitiba

2016


Resumo do livro manual do pastor e da igreja



Este resumo tem por objetivo analisar sintetizar as páginas de número 18 até a 21 do livro o manual do pastor e da igreja. Do Pastor, Professor e Dr. Jaziel Martins Guerreiro, como ele mesmo mencionou na introdução do seu livro. “O primeiro capítulo trata da parte mais teórica do ministério cristão, definindo o termo "igreja", os nomes bíblicos usados para ela, quando a igreja nasceu, qual a sua missão, qual a sua ligação com o reino de Deus"[1]. Neste mesmo livro o autor se dedica a mostrar a missão da igreja. Neste resumo apresenta-se se as funções básicas da igreja analisando a igreja como um organismo vivo dividindo a missão da igreja em cinco aspectos tais como: adoração.

A adoração que é apresentada pelo autor como relação vertical do homem com Deus, segundo o autor “Adorar significa cultuar, orar, rogar, venerar, homenagear”[2].  No Novo Testamento a igreja é apresentada como sacerdócio santo, somos convocados pelo autor a adorar a Deus como verdadeiros adoradores. Comunhão significa: participar juntos em alguma coisa a ideia de compartilhar tudo inclusive o dom de Deus está no texto e a comunhão está ligada a adoração.



A manifestação especial da comunhão demonstrada em o Novo Testamento era o amor abnegado pelos irmãos (1 Co 13; 1Jo 3.16). O amor cristão era o sinal marcante da Igreja e um meio profícuo de levar as pessoas a crerem em Cristo (Jo 13.34-35; Jo 17.23)[3].



A comunhão gera a evangelização e a evangelização está ligada a missão da igreja. Evangelização é apresentada como missão básica da igreja como mesmo relata o autor:



 Uma das funções básicas da Igreja é evangelizar. Uma das principais maneiras de uma igreja obter crescimento é através da evangelização. Na maioria dos casos, o sucesso das igrejas repousa no seu ardor evangelístico, no seu testemunho, na divulgação da mensagem do Evangelho[4].



A igreja é apresentada como responsável pela evangelização do mundo todos os meios disponíveis devem ser usados para evangelização. Ela pode ser feita através de “evangelismo pessoal de dois em dois, em equipes, em campanhas evangelísticas, através de sermões, cultos nas casas, núcleos de estudos bíblicos” o autor fala ainda da importância da mídia e do evangelismo através da mídia entende-se a importância de se usar os meios de comunicação para evangelizar.  Em seguida o autor apresenta um texto sobre o serviço cristão que é definido como diaconais, sendo que quem capacita o homem é o espirito santo, o qual segundo o autor é o Espirito Santo:



O qual lhes dá dons específicos para servirem (Rm 12.3-8; 1 Co 12.4-11; Ef 4.11-12). O propósito desses dons seria glorificar a Jesus Cristo e promover o crescimento do corpo de Cristo. O serviço efetuado pela cristandade deve ser em primeiro lugar aos que fazem parte da Igreja, mas deve ser estendido também aos que não fazem parte dela, pois assim a Igreja se torna sal e luz na sociedade (GI6.10; Mt 5.16)[5].



Em seguida verifica-se uma lista de serviço cristão que propõe assistencialismo cristão, essa lista define que é através de tais atividades beneficentes e educacionais que a Igreja concretiza e materializa o que ela prega e diz. Depois da evangelização vem o processo de edificação da igreja edificação dos próprios membros.



Ela pode ser edificada com o ensino das Sagradas Escrituras ao 17.17; 2 Tm 3.16,17), com oração (Mt 5.44; 6.5-15; Lc 11.1-13; Tg 5.13-18), na comunhão de seus membros (1 Co 12.24s; Gl 6.2; 1 Ts 5.14), no sofrimento (Lc 14.25-33;)0 12.23-25; Ap 1.9), através dos dons espirituais (Ef 4.11-13) e, através da disciplina interna (Mt 18.15-17). A edificação visa a unidade de toda a Igreja, a qual cresce sob o mandato de Cristo. É interessante notar que a edificação é um trabalho mútuo realizado por todos os membros do corpo. Não é somente o ministro ou o pastor que deve edificar os outros membros, pois a todos os membros o Espírito Santo distribui dons e talentos, para que todos possam mutuamente se edificar.   



A questão da unidade da igreja é colocada em destaque novamente, com a comunhão de seus membros surge a importância da edificação da igreja de Cristo. Essa edificação é um trabalho realizado por todos os membros do corpo Cristo, a questão do Espirito Santo distribuir dons é levantada como sendo importante para comunhão e edificação da igreja pois os dons são para o serviço cristão.

Em seguida analisamos como uma pessoa pode se tornar membro de uma igreja sob o título apresentado pelo autor filiação e desfiliação na igreja:



Existem certas condições essenciais para que alguém se filie à uma determinada igreja local, sem as quais seria impossível considerar alguém como sendo um cristão verdadeiro. Em primeiro lugar, o indivíduo precisa ser convertido a Jesus Cristo, regenerado pelo Espírito Santo de Deus. Sem essa condição básica, ninguém deve ser colocado no corpo de Cristo, a santa Igreja de Deus. Em segundo lugar, é preciso que essa pessoa seja batizada em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme Mateus 28.19, depois de professar fé pública em Jesus Cristo. Para as igrejas que entendem que o batismo bíblico é por imersão, a aceitação da pessoa no rol de membros é comumente condicionada a tal forma de batismo.



Segundo o autor esses requisitos são fundamentais para que uma pessoa possa estar apta a fazer parte do rol de membro de uma igreja.   É apresentado no livro quatro meios pelo qual alguém pode fazer parte da igreja de Cristo, sendo eles batismo, carta de transferência, por aclamação e por reconciliação podem haver outros meios porem esses são os meios apresentados pelo autor. Em seguida ó tema desfiliação é tratado no livro como sendo por carta de transferência, ou exclusão, ambos precisam ser tratados em assembleia geral da igreja local.

No capitulo dois é tratado o seguinte tema governo da igreja que é apresentado pelo autor em diversos sistemas ou diversas formas, baseando-se inclusive em modelos seculares como veremos a seguir:



Durante a história, o governo da igreja seguiu vários sistemas, assumindo várias formas, inclusive copiando modelos seculares vigentes. Existem, atualmente, várias formas de governo que prevalecem em vários grupos cristãos. Embora os defensores dessas várias formas concordem que Deus é a autoridade final, eles diferem no como ou por meio de quem ele expressa ou exerce essa autoridade[6].



Alguns sistemas são apresentados tais como sistema monárquico, sistema episcopal, o sistema pentecostal ou neopentecostal, sistema presbiteral, sistema congregacional, Assembleias ambos são sistemas de governos da igreja de Cristo. Após apresentar um modelo de ata o autor apresenta o título os oficiais da igreja em que trata dos modelos de oficiais das igrejas atuais.



As mais diferentes igrejas evangélicas possuem os mais variados tipos de hierarquia. A Igreja Metodista, por exemplo, possui um nível de bispos, responsáveis por regiões geográficas, os quais lideram os pastores e os enviam às mais diferentes igrejas. Nas Assembleias de Deus existe a figura do Pastor Presidente, o qual exerce uma função de bispo, pois comanda uma região ou um Estado. Existem os pastores que dirigem as igrejas locais e há também os presbíteros e os diáconos. Na Assembleia de Deus o sistema funciona mais ou menos assim: existem os Diáconos, Presbíteros, Evangelistas e Pastores. O diácono exerce o seu serviço a nível local, assim como o presbítero, que exerce a função pastoral também em nível local. Já o evangelista e o pastor são consagrados em nível estadual e reconhecidos pela Convenção Geral. Não precisam, necessariamente, seguir a hierarquia desde o diaconato. Isso porque, são funções diferentes. Todavia, para ser pastor, exige-se a experiência de, pelo menos cinco anos como presbítero ou diácono[7].



Neste tema trabalha-se as funções de determinadas lideranças de determinadas denominações, no tema posterior analisa-se três títulos que expressam o ministério pastoral sendo eles bispo, pastor, presbítero.

As qualificações para o ministério é o tema a seguir que será tratado em 1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.6-9 esse texto é apresentado pelo autor como referência bíblica para servir de base para qualificar a vida do ministro cristão.



Com respeito as qualificações para o oficio pastoral, elas estão explícitas em 1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.6-9. Requer- se uma boa reputação, caráter reto e íntegro, capacidade para dirigir e ensinar. O pastor deve ser uma pessoa controlada, livre de vícios, não belicoso, sem excessos. Deve governar bem a sua casa, não pode ser um noviço, deve ter boa reputação, devidamente conquistada. Deve, também, ser avesso a maledicências e ao uso incorreto da língua. Não deve ser ganancioso e um homem que se santifica e se caracteriza por boas obras. Quanto à sã doutrina, deve ser uma pessoa incorrupta[8].





Esse texto fornece uma série de requisitos também obrigações do ministro, do pastor, segundo o texto é possível adquirir essas qualidades através do dom natural que segundo autor é feito de três maneiras:



A pessoa adquire as qualidades acima de três maneiras: pelo dom natural, pela graça de Deus e pela preparação ao ministério da palavra. O oficio do pastor é um dom de Deus à Igreja. Um bom pastor deve possuir alguns dons espirituais importantes. Por exemplo, deve possuir o dom de governar, pois esse é um dom específico dos pastores. Deve ter, também, o dom da fé, ter o dom de ensinar e também de proclamar a palavra de Deus. O pastor deve ser possuidor de apreciável dose de compaixão e simpatia, gostando da companhia de seus semelhantes[9]. 



Apresentando o oficialato no ministério o autor fala do diaconato o termo da diaconia que vem de diáconos, para o diácono é apresentada uma serie de 9 requisitos para que o diácono faça parte do crescimento da igreja. Onde o diácono servirá em diversas funções da igreja para a igreja o desempenho da função do diácono quando exercida corretamente auxilia as funções pastorais entre elas destaca-se as funções a seguir. 

Diáconos podem exercer na Igreja, tais como: ajudar a igreja no levantamento de ofertas; ajudar o pastor nas visitações e na disciplina eclesiástica; visitar os novos crentes e os doentes nos hospitais, evangelizar, dirigir cultos, etc. Os diáconos devem ficar à disposição durante 'o trabalho da igreja para ajudá-la em qualquer serviço ou necessidade, até mesmo quando o pastor não está presente por algum motivo e não haja ninguém escalado para substituí-lo, pois um diácono pode ficar na direção dos trabalhos, caso o vice-presidente da igreja também não esteja presente ou venha a solicitar a ajuda de algum diácono[10].



O sistema diaconal é apresentado como sendo vitalício, também o sistema de rodizio que segundo o autor o sistema de rodizio é excelente, pois proporciona uma boa formação aos demais membros. Aparece no texto uma lista de vantagens e desvantagens que realça essas vantagens ou desvantagens mostrando cada uma delas na integra. No capitulo cinco o tema tratado é as ordenanças da igreja, falando sobre sacramentos discorre que:



A Igreja Católica possui sete sacramentos: batismo, confirmação, eucaristia, penitência, casamento, ordenação e extrema unção. Os protestantes históricos corretamente reduziram os sacramentos a dois: batismo e Ceia, pois os outros cinco carecem de base bíblica.



            Trabalhando com o tema rito encontramos tópicos importantes como batismo, nele é tratado a simbologia, e formas do batismo neste mesmo texto é tratado as condições básicas exigidas para o batismo. Na sequencia o autor faz um esboço de treze tópicos que pode servir de modelo para uso no culto batismal:



1. Prelúdio 2. Palavras Introdutórias 3. Hino de Louvor 4. Leitura Bíblica (correspondente ao tema) 5.0ração 6. Música Especial (Coro, Conjunto ou outro) 7. Cânticos (enquanto a congregação canta, pastor e batizados se preparam em suas respectivas salas) 8. O ato batismal propriamente dito (após cada pessoa ao ser mergulhada é interessante inspirativo cantar uma estrofe de um hino que trata sobre o batismo) 9. Oração 10. Música Especial (Coro, Conjunto ou outro) 11. Hino Congregacional 12. Mensagem 13. Hino.



Um modelo de mensagem é apresentado pelo autor na sequência, esse modelo serve de base para ministração da mensagem batismal. Alguns modelos de ceia são apresentados no texto, bem como na preparação da ceia o autor alerta para compra antecipada dos pães e do vinho para preparação ceia.

Em seguida o autor vai falar da disciplina na igreja e analisar na sua terminologia que se destaca no texto como:



Disciplina é uma palavra que se origina do latim e significa "ação de instruir, educação, ensino". A função da igreja é ensinar. Uma igreja disciplinada é uma igreja instruída na Palavra de Deus, é uma igreja educada e ensinada nos princípios bíblicos. A disciplina eclesiástica visa manter a igreja dentro da pureza apostólica. Se não houver disciplina, a igreja vai se tornando corrompida com o tempo. Quando não se exerce a disciplina entre os membros, há uma grande frouxidão e o resultado é uma queda na temperatura espiritual da membresia. Os ministros do evangelho estão autorizados pela Bíblia a estabelecera disciplina nas igrejas (Mt 16.19; 18.18). A Bíblia é enfática quando diz que é preciso manter a sã doutrina (1 Tm 1.13); além disso, é mister repreender os ofensores (1 Tm 5.20), removendo os que são obstinados (1 Cor 5.3 e seguintes; 1Tm 1.20). O fator essencial é que a pessoa que é espiritual submete-se à disciplina (Hb 13.17). Entretanto, a Igreja não deve ser apenas um hospital onde se realizam amputações e drásticas cirurgias. Precisa ser, acima de tudo, uma família saudável que ensina a seus filhos os segredos da medicina preventiva[11].

   

Neste capitulo verifica-se a autoridade do ministro perante a igreja, quando o assunto é disciplina, o texto ainda nos desperta um olhar para o papel da igreja em curar e acolher como uma grande família os pecadores. Em seguida é tratado um tema de suma relevância para o ministério pastoral, tema este chamado de como organizar uma nova igreja como a seguir:



O primeiro passo que urna igreja deve tornar quando pensa em organizar urna nova igreja é a procura de um local adequado para o futuro templo. Algumas vezes a escolha do local é feita pelo fato da igreja ter vários irmãos morando numa determinada área da cidade, outras vezes, por se tratar de urna região carente da Palavra de Deus, havendo assim a necessidade de se plantar ali urna nova igreja. Outras vezes há a necessidade de se fazer estudos mais profundos para se determinar o local mais apropriado. Nos grandes centros urbanos é necessário se fazer um planejamento urbano, descobrindo as áreas mais necessitadas para se abrir urna nova igreja[12].





O assunto de implantação de igreja é um assunto da atualidade, neste tema é oferecido pelo texto parâmetros para a implantação de igrejas, o local escolhido pode ser motivador e de suma importância para abertura de igreja neste sentido continua o autor:



Enquanto os estudos estão sendo feitos é comum os fiéis se reunirem em lugares públicos, suas próprias casas ou em templos provisórios que funcionam improvisados. As alternativas basicamente se resumem em três: a) Casa de um crente: Centenas de igrejas tiveram início na casa de um irmão. b) Escolas: Outras centenas de igrejas tiveram início em prédios públicos, especialmente em escolas que foram usados temporariamente. c) Prédio alugado: É uma excelente opção por oferecer a possibilidade de uso exclusivo, condições de colocar placas com a identificação da igreja, além de permitir o uso de horários e dias convenientes aos irmãos[13].

  

O autor vai relatar ainda a importância de a área ser adequada, deve-se evitar áreas residências por conta da falta de espaço. Destaca-se ainda a importância de se verificar junto a prefeitura, tudo sobre o terreno antes de se construir por conta dos projetos da prefeitura para evitar possíveis incômodos, dores de cabeça.

Falando do sistema de culto e liturgia o autor apresenta um modelo de culto bíblico, ainda salienta que “o culto é a resposta do homem à revelação de Deus; é honra, reverência e louvor que a criatura dedica à divindade” esse culto vai colocar o homem em contato com a igreja e com os irmãos. Esse sistema de culto pode ser:



O culto de organização, além de leitura bíblica, hinos, cânticos e pregação da palavra, deverá conter alguns elementos fundamentais: deve haver um histórico da congregação que está se tornando em igreja; deve haver a formação do Concílio, sob a responsabilidade do pastor da igreja-mãe; precisa haver a chamada nominal dos membros fundadores; deve haver o exame da Congregação pelo Concílio e o ato solene de organização da igreja com oração gratulatória, devidamente lavrados em uma Ata de Organização; posse imediata da diretoria da nova igreja e homologação do estatuto já previamente aprovado pela congregação. Se houver um pacto, credo ou declaração doutrinária da denominação, deve-se lê-la em uníssono dentro da programação[14].



Em seguida trabalha-se liturgia e a etimologia da palavra, é analisada ainda num contexto bíblico a palavra liturgia depois se discute sua interpretação dizendo que “A liturgia é uma coleção de formas ritualísticas prescritas, visando à adoração pública. Refere-se à adoração pública em suas formas, em contraste com as devoções privadas”. Na liturgia quer-se manter o fogo em Deus. O autor faz ainda diferença entre as igrejas e seus sistemas litúrgicos sendo elas:



Algumas igrejas, como a Cat6lica Romana, a Anglicana e a Luterana, são essencialmente litúrgicas. Algumas outras são bem mais flexíveis como a Presbiteriana, a Metodista, as Assembleias de Deus, a Igreja do Evangelho Quadrangular, os Batistas, as Comunidades e outros grupos. Estas são menos formais em seu culto e muitas vezes preferem o termo "ordem de culto" ao termo "liturgia". Conquanto os cultos sejam mais simples nessas igrejas, isso não significa que eles não tenham ordem e reverência. Embora a liturgia em igrejas evangélicas seja mais flexível, normalmente segue- se uma ordem de culto padrão, que pode variar de acordo com a denominação e com a situação local[15].







Em seguida no modelo cristão de culto destaca-se alguns elementos litúrgicos do culto em primeiro, a leitura bíblica seguida da oração hinos, cânticos e a pregação e por último em alguns casos a interpretação de bênçãos.



É comum ao final de cada culto, o pastor oficiante impetrar a bênção araônica ou a bênção apostólica. Tal ato no término de cada culto não é propriamente um mandamento bíblico; entretanto, isso tem sido uma prática consagrada no seio da Igreja cristã, desde os tempos antigos, especialmente quanto à benção apostólica. A impetração da bênção divina é marcante na vida do povo de Deus, desde os tempos dos patriarcas. No Antigo Testamento, os pais abençoavam os filhos, os sacerdotes abençoavam o povo. Em o Novo Testamento, sempre ao final das cartas e do Apocalipse, existe essa prática de abençoar os filhos de Deus. A bênção araônica é aquela em que os filhos de Israel eram abençoados pelos filhos de Arão, conforme Números 6.23 a 26. Ela pode ser impetrada pelo pastor oficiante, o qual dirá: "O Senhor te abençoe e te guarde; o senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz". Pode-se também usar o plural ao invés do singular: "O Senhor vos abençoe e vos guarde" Em muitas ocasiões a congregação toda recita a bênção araônica. Nesse caso, usa-se a primeira pessoa do plural: "Que o Senhor nos abençoe e nos guarde[16]".     



A impetração das bênçãos ao final de cada culto pelo pastor oficiante é um fator comum. A benção divina é marcante desde o Antigo Testamento quando os pais abençoavam os filhos e os sacerdotes abençoavam o povo de Deus. No Novo Testamento ao final das cartas e do Apocalipse existe a prática de abençoar os filhos de Deus.   

No oitavo capítulo o autor enfoca as cerimônias especiais, onde mostra os procedimentos litúrgicos e ser tomado e sugestões de esboços de mensagens. Entre as cerimônias mostradas temos: o casamento que é uma instituição divina cujas normas e princípios estão contidos na Bíblia. Antes da realização do casamento é necessário que os noivos sejam orientados por meio de um curso pré-nupcial ministrado pelo pastor. Quanto ao casamento religioso existem duas formas: O casamento religioso com efeito civil e o casamento com efeito apenas religioso, onde o ministro deve verificar se o casamento civil no cartório foi mesmo efetuado. Lembrando que o casamento religioso com validade civil, além da valorização do ato em si, acaba saindo mais em conta para as noivas; as bodas de prata é um momento importante para o casal que quer louvar e agradecer pelas vitórias alcançadas. O ministro deve ter o cuidado de mostrar fatos da vida do casal e que não venham a fugir a realidade[17]; As Bodas de ouro é um momento marcante na vida do casal, com algumas diferenças em relação às bodas de prata que são um significado maior, um testemunho e exemplo maior, e um número de descendentes muito maior. O ministro tem a grande oportunidade para testemunhar o amor de Deus, e valorizar a instituição do casamento que está em baixa em nossos dias. Quanto aos textos para a benção do casal podem ser os mesmos usados nas cerimônias de bodas de prata[18]; A cerimônia de aniversário de 15 anos de uma garota que é apresentada a sociedade é um costume adotado por certos cristãos. Embora não seja um ato necessariamente bíblico, é um momento de gratidão a Deus pela vida da moça onde o ministro transmite ao aniversariante, conselhos bíblicos e básicos para a fase de sua vida. O local para a celebração pode ser no templo, na casa da aniversariante ou num lugar de comum acordo entre família e pastor, assim como a elaboração do programa, afim de, evitar que o culto vire um evento social. Na sequência desse item o autor sugeriu alguns esboços de mensagens para esse culto[19]; para a Cerimônia Fúnebre há necessidade que sejam tomados pelo pastor e a igreja certos cuidados práticos quando ocorrer o falecimento de alguém da igreja. O pastor após receber a notícia deve ir à residência dos familiares e oferecer ajuda e consolo, além de acertar com a família os planos para o funeral e dar orientações para que evitem certos gastos excessivos, como sucede com muita frequência quando as emoções profundas atacam o interior das pessoas. Na cerimônia o pastor deve levar a mensagem de esperança e salvação do Salvador Jesus[20]; A cerimônia de Dedicação de Crianças é um ato de apresentar as crianças na igreja conforme o respaldo do Novo Testamento. A cerimônia é uma grande oportunidade para louvar e magnificar a Deus pela vida de uma criança, bem como pela dádiva concedida aos pais e suas famílias, é um grande momento para testemunhar do amor e da graça de Deus.

A cerimônia deve fazer parte do início ou do final do culto normal da igreja, onde o pastor deve oficiar a dedicação da criança onde deve trazer uma palavra aos pais e à igreja. O pastor deve segurar a criança no colo enquanto ora e pede a Deus pela conservação da saúde da criança, sabedoria aos pais para que possam educá-la nos sábios caminhos de Deus e, proteção em todos os sentidos. Após a oração, o pastor devolve a criança à mãe ou responsável e dá os parabéns aos pais[21]; No Culto de Ordenação quando se está admitindo alguém a funções ministeriais. Na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa, a ordenação é efetuada a fim de conferir graça e um caráter indelével, que não pode ser repetido nem anulado. Os grupos evangélicos e protestantes, em geral, rejeitam o aspecto sacramental da ordenação, preferindo frisar o aspecto funcional desse ato. É comum, em muitas igrejas evangélicas, haver um Concílio Examinatório antes de se fazer a ordenação de alguém ao ministério da palavra. Ainda sobre o assunto o autor mostra o processo para formar o concílio pela igreja até a benção apostólica ao final do culto[22]; Nas Solenidades Cívicas que ocorrem dentro do templo dando como exemplo o dia da Independência do Brasil em sete de setembro.

Dentro do templo também ocorrem outras cerimônias cívicas onde o pastor deve estar sempre bem informado, onde precisa ter um programa criteriosamente bem elaborado, com um tempo bem distribuído onde o nome de Jesus seja glorificado. Na sequência o autor sugeriu uma ordem de culto por meio de um modelo e alguns esboços de mensagens[23]; outra cerimônia mostrada é o Noivado para quem pretende se casar. Quando os noivos já estiverem diante do ministro, o homem à direita da mulher, o oficiante trará algumas palavras introdutórias à congregação:



O noivado é um costume adotado pela nossa sociedade. Quem pretende se casar, fica noivo antes. Não há nada que proíba um casamento sem que haja noivado, mas o mais comum é que os namorados fiquem noivos antes de se casarem. Frequentemente os namorados solicitam ao pastor da igreja que celebre o seu noivado. Alguns pastores inexperientes às vezes ficam embaraçados quanto à maneira de realizar essa solenidade. Entretanto, a cerimônia ~ bem simples[24].



Já que é uma condição comum antes do casamento. Esse evento deve ser realizado no ambiente familiar, entre os amigos mais achegados e que tenha muita música e agradável durante a programação. Na sequência é apresentada sugestão de celebração de noivado[25]; O culto de Colação de Grau é outra cerimônia apresentada, sendo uma oportunidade para der graça a Deus por mais uma vitória alcançada pelos formandos. É importante que haja muita música alegre e agradável durante a programação. Após, o autor apresentou alguns modelos para a realização da solenidade e esboços de mensagens[26]; O Lançamento da Pedra Fundamental também é um momento importante e um testemunho vivo do progresso da obra de Deus. É um costume de nossas igrejas, como também uma oportunidade que temos de cultuar a Deus e motivar os fiéis a se interessarem pela construção. O programa deve ser minuciosamente elaborado com muita alegria expressa nos louvores a Deus, nos testemunhos, e nas mensagens apresentadas. Deve-se convidar para a solenidade as autoridades locais e as igrejas vizinhas. Na sequência foi apresentada uma sugestão de programa e esboços de mensagens[27]; outra cerimônia importante é a Dedicação do Templo que está sendo inaugurado. A cerimônia deve ser um testemunho vivo do progresso da obra de Deus, e o culto deve ser uma forma de agradecimento ao Senhor por suas incontáveis bênçãos, para que sejam plenamente realizados os propósitos para os quais a obra foi feita. O autor sugere que o culto não seja longo, apresentando uma sugestão de programa e esboços de mensagens[28]; Terminou esse capítulo com o Culto de Aniversário que é uma forma de gratidão por mais um ano de vida de um aniversariante, assim como, para testemunhar a amigos e parentes do grande amor de Deus. Depois é mostrado esboço de ordem de culto e mensagem.

No nono capítulo o autor trata da Igreja e os Líderes Extra Bíblicos que não existiam no Novo Testamento, mas que nos dias atuais por força da lei existem. Hoje há necessidade de registro da igreja em cartório como pessoa jurídica, e para isso, necessita que uma diretoria seja formada. Junto com essa diretoria aparecem outros líderes de outros departamentos que juntos, desenvolvem um trabalho salutar para a igreja. Um líder como características básicas deve ser um cristão genuíno, ativo e comprometido com o Reino de Deus, ter uma vida moral dentro dos padrões cristãos e ser um mordomo de sua vida e um dizimista fiel falando ainda no progresso o autor relata que:



Com o progresso e o avanço da igreja e dos tempos atuais, há a necessidade de determinadas funções que não existiam naquela época. Por exemplo, para o registro da igreja em cartório como pessoa jurídica precisa-se de uma diretoria composta, normalmente, por presidente, vice-presidente, primeiro e segundo secretários e, primeiro e segundo tesoureiros. Além dessas funções temos os líderes dos mais diversos departamentos, como por exemplo, Educação Religiosa, Música, Evangelismo, Missões, Escola Bíblica Dominical, Sociabilidade, Assistência Social, deficientes e assim por diante. Há, também, os professores da Escola Bíblica Dominical[29]



Esse líder de ambos os departamentos, deve também deve ser leal ao pastor, aos companheiros, à igreja e a sua denominação, além de habilidades para a função. O tempo de permanência de uma líder na igreja deve ser o necessário para desenvolver o serviço proposto, pois o perigo maior e ficar um longo tempo e se tornar o dono da obra ou da função. Há necessidade que novos líderes sejam criados para essa função e acha uma renovação no comando desse setor. Outro setor da igreja que necessita de uma pessoa competente para a função é a secretaria da igreja, e somente dessa forma ele auxiliará a igreja e ao pastor.

Na sequência o autor apresentou as atribuições do secretário da igreja, assim como do segundo secretário que é o seu auxiliar. Dependendo do número de membros da igreja se faz necessário um secretário de tempo integral, sendo sugerido pelo autor algumas funções desse cargo. No término do capítulo foi mencionado um importante cargo na igreja que é o tesoureiro, que para desempenhar a função precisa ter noção de contabilidade, boa educação, fiel ao trabalho e às reuniões da igreja. Também foram mostradas as funções básicas de um tesoureiro, além do que é necessário se ter um segundo tesoureiro que será auxiliar do primeiro[30]. 

No décimo capítulo mostra a Igreja como Pessoa Jurídica por estar sujeita às leis do país onde se encontram. Uma exigência reconhecida por lei é que a igreja possua um estatuto que é um documento escrito, registrado em cartório, o qual integra todos os princípios pelos quais a igreja se governa ou regula os seus atos. Na sequência são mostradas as vantagens de se ter um estatuto que de a igreja e ao pastor, a maneira de tratar os diversos assuntos dentro de uma democracia, dando meios para proceder na solução de diversos problemas em diversas áreas de responsabilidade, para se ter uma uniformidade de governo eclesiástico.

Na sequência o autor mostra um modelo de estatuto usados por muitas igrejas, dividindo em capítulos, a saber: Capítulo I:  a denominação, sede, natureza e fins; Capítulo II: dos membros da igreja; Capítulo III: da administração; Capítulo IV: das assembleias; Capítulo V: do patrimônio; Capítulo VI: disposição gerais[31].

Também foi mostrado o Regimento Interno da igreja que é um documento auxiliar do Estatuto, e se compõe de regras ou praxes secundárias e terciárias que a própria igreja estabelece para dar efeito ao seu estatuto. Se a igreja não quiser, não precisa adotar um Regimento Interno, mas se o adotar, este deve estar sempre em sintonia com o estatuto e jamais pode contrariá-lo.

O autor mostra um modelo de Regimento Interno da igreja, distribuindo os assuntos em sete títulos que são divididos em capítulos e artigos. Após o autor mostra um modelo de organograma criado a partir do exemplo de várias igrejas. Depois é apresentado como a igreja deve prestar a declaração do imposto de renda, independentemente de ser isenta do seu pagamento, é obrigada a prestá-lo anualmente. Tomando essa atitude estará cooperando com o governo e cumprindo com o seu dever. O objetivo do governo ao exigir a Declaração de Renda da Igreja é verificar os pagamentos que foram feitos a terceiros, pois estes não são isentos de pagar imposto de renda e evitará que haja sonegação do imposto de renda por parte de terceiros[32].

Outra situação mostrada é a inscrição do pastor no INSS, pois de acordo com as leis brasileiras, o pastor não pode ter a carteira assinada e deve se inscrever-se como autônomo. A Igreja não pode deixar de cuidar dessa situação, pois ela pode ser prejudicada posteriormente. A Igreja deveria pagar o INSS de seu pastor. O autor mostra o que deve o pastor para se inscrever junto ao INSS.

Na sequência é mostrado como fazer o orçamento da igreja, apesar de muitas igrejas não fazer e muitas nem saberem o que é isso. Sem o orçamento não pode realizar um plano eficiente para o cumprimento de seus objetivos e propósitos. Quando a Igreja prepara o seu orçamento, ela mostra a si mesma quais as suas prioridades e o que ela está fazendo para evangelizar a sua cidade, seu estado, seu país e o mundo. É no orçamento que se revela onde está o coração da Igreja - se em Missões, se na área Social, se em construções, etc. Na sequência o autor mostra como preparar um orçamento para a igreja[33]. Após esse item o autor alerta a igreja a fazer um contrato de locação de imóvel para o seu zelador ou outro assalariado que venha a residir em um imóvel da Igreja. Nesse contrato de locação deve-se cobrar um aluguel mensal, cujo valor deve ser inserido no salário do funcionário. Esse procedimento é fundamental, pois assim fazendo, a Igreja estará se resguardando de futuros aborrecimentos, quando da rescisão de contrato, onde muitas pessoas exageram na cobrança de seus direitos, vindo a trazer enormes problemas financeiros para a Igreja. Também é mostrado como pode ser o modelo de contrato e ser assinado para esses casos[34]. Termina o capítulo mostrando a relação de documentos necessários para o registro de empregados da igreja, assim como se deve proceder no caso de rescisão de contrato de trabalho.

O décimo primeiro capítulo o autor traz uma sugestão para as igrejas trabalharem em departamentos por ser uma das formas mais profícuas de realizar a obra, e de envolverem mais pessoas no Reino de Deus para desenvolverem os seus dons. O autor deixou livre para que cada igreja coloque quantos departamentos quiser ou lhe convier, agora deixou uma sugestão que parecem ser mais comuns entre as igrejas: Departamento de Evangelismo e Missões que tem por objetivo estabelecer estratégias para a evangelização dos perdidos e a integração dos mesmos na igreja. Os líderes desse departamento devem ser pessoas envolvidas com o evangelismo e o discipulado dos novos crentes[35]; Departamento de Educação Cristã que tem a função de estruturar todo o programa de educação religiosa da igreja. Procura não apenas atingir seus membros, mas também toda a coletividade. Todo o planejamento de educação religiosa deve ser elaborado a partir das necessidades de seus membros, levando-se em conta todas as possibilidades da igreja em termos de espaço físico, tempo, liderança e objetivos a serem alcançados[36]; Departamento de Assistência Médico-Social tem por objetivo cuidar das necessidades sociais de seus membros e da comunidade. Devem fazer parte desse departamento pessoas como médicos, enfermeiros, dentistas, assistentes sociais e psicólogos[37]; Departamento de Música deve elaborar e coordenar todo o trabalho musical na igreja. Isso se refere não somente à parte musical nos cultos, mas também os congressos e institutos de música, classes de música, escalas de regentes, instrumentistas e coros, manutenção de instrumentos, provisão de música para os programas especiais, ensaios, etc. Deve também ser responsável por todo o material musical da igreja, como hinários, instrumentos, becas, partituras, etc.[38]; Departamento de Finanças possui uma responsabilidade muito grande, pois é de sua área elaborar o orçamento anual da igreja, planejar as campanhas financeiras, estipular alvos para ofertas, compra de material para a construção (quando não há uma comissão responsável para isso) e para todo o trabalho da igreja. Além disso, quando não houver uma Comissão de Exame de Contas, deve supervisionar, periodicamente, o dinheiro que está sob guarda do tesoureiro e ajudá-lo a solucionar os problemas que porventura encontre no desempenho de suas funções. Devem ser indicadas para esse departamento pessoas que tenham experiência nessa área: contadores, bancários, empresários, ou seja, pessoas que entendam do assunto para que possam lidar com o mesmo[39]; Departamento de Assistência Jurídica deve assistir à igreja diante de suas responsabilidades e questões jurídicas. Tudo o que é exigido pela lei e pelo governo será de incumbência desse departamento. Nesse departamento devem atuar pessoas que tenham um conhecimento na área tais como advogados, juízes, escrivães e escriturários. Esse departamento poderá se encarregar também em dar assistência às famílias da igreja em suas questões jurídicas; Departamento de Comunicação cuida dos programas de rádio, televisão, publicações impressas, Internet, etc. Esse departamento deve ser constituído por pessoas que sejam capazes de se comunicar bem, elaborar programas de edificação e evangelização através dos meios de comunicação. A esse departamento também está ligado a aparelhagem de som, microfones, videocassetes, projetores de filmes, etc. Esse departamento pode ser dividido em dois: Departamento de Comunicação e Departamento de Som[40]; Departamento de Introdutores que trata da recepção e introdução dos visitantes e de toda a congregação no santuário. Devem fazer parte desse departamento pessoas simpáticas, comunicativas, extrovertidas e que gostem muito de gente. Os introdutores funcionam quase que corno um cartão postal da igreja. Se o visitante for bem recebido logo na entrada, ele já está inclinado a gostar de tudo o que acontece durante o culto; o contrário também é verdadeiro[41]; Departamento de Patrimônio tem como responsabilidade conservar toda a construção e propriedades da igreja. Reformas, pinturas, manutenção patrimonial, tudo o que se refira a edifícios, prédios é de responsabilidade desse departamento; Departamento de Ornamentação tem como responsabilidade a ornamentação do santuário para a realização dos cultos dominicais e cultos especiais. Também pode ser o departamento responsável pela confecção de painéis alusivos às ênfases mensais ou trimestrais da Igreja; Departamento de História supervisiona o arquivo de membros e os registros de ata da igreja, com o objetivo de conservar em dia os vários dados que formarão a história da igreja. Tem a obrigação de arquivar todas as publicações da igreja, programas, boletins, lembranças de organizações e festividades, além de documentar todos os acontecimentos da igreja. Também deve o departamento elaborar um histórico anual para ser apresentado ao final de cada ano[42]; Departamento de Construção deve existir no período de construção de muitas igrejas que elegem uma comissão de pessoas preparadas para que sejam as responsáveis pela compra do material, contratação de pessoal, além de supervisionar todo o trabalho de construção. Quando termina a construção, automaticamente esse departamento deixa de existir[43]. Após mostrar os departamentos o autor sugeriu que as igrejas elaborem o Calendário Anual de Atividades devido a dois fatores básicos: em primeiro lugar, ele prevê, com bastante antecedência, todos os eventos e atividades anuais da Igreja; em segundo lugar, ele apresenta de forma completa o que será executado pela Igreja durante o ano eclesiástico.

Sugeriu os elementos que deve conter o Calendário Anual, também mostrou um modelo de um calendário completo, apesar de existir igrejas diferentes. Outra forma de controle do pastor e da igreja são os Relatórios Anuais que dão uma visão panorâmica de como foram realizados os trabalhos durante o ano[44].  

O décimo segundo capítulo trata da vida do pastor em termos pessoais, de família e de igreja. Nesse capítulo o pastor pode ter informações importantíssimas sobre questões da vida de sua congregação, e que deve ter uma vida espiritual sadia e frutífera, caso contrário, estará fadado ao insucesso. O pastor é alguém que tem responsabilidades espirituais para com sua própria pessoa, sua família, sua igreja e sociedade. O autor também passa ao pastor informações importantíssimas sobre sua clínica pastoral e seu plano de visitação, sua ética com relação à família, igreja e colegas, seus estudos e a importância que se deve dar a eles. Também se enfatiza a importante tarefa de visitar e consolar os doentes e aflitos da igreja, e dá sugestões práticas sobre a preparação de sermões[45].

Concluindo, o autor espera que essa obra possa trazer a quem lê um conhecimento maior da igreja de Cristo e de suas ordenanças, um avanço nas tarefas pastorais para que o pastor possa fazer com esmero e muito eficazmente a obra do ministério. Que esse livro contribua grandemente para o crescimento, fortalecimento e enriquecimento do verdadeiro ministro de Cristo e que vidas sejam edificadas, para a glória de Cristo e de Deus pai.





[1] MARTINS, Jaziel Guerreiro. Manual do Pastor e da Igreja. Curitiba: Editora A.D.Santos, 2002, p 374.
[2] Ibidem, 2002, p.  18.
[3] Ibidem, 2002, p.  19.
[4] Ibidem, 2002, p.  20.
[5] Ibidem, 2002, p.  23.
[6] Ibidem, 2002, p.  28.
[7] Ibidem, 2002, p. 50.
[8] Ibidem, 2002, p.  58.
[9] Ibidem, 2002, p.  59.
[10] Ibidem, 2002, p.  100.
[11] Ibidem, 2002, p.  102.
[12] Ibidem, 2002, p.  103.
[13] Ibidem, 2002, p. 115.
[14]  Ibidem, 2002, p.  116.
[15] Ibidem, 2002, p.  117.
[16] Ibidem, 2002, p.118.
[17] Ibidem, 2002, p. 137.
[18]Ibidem, 2002, p. 144.
[19] Ibidem, 2002, p. 149.
[20] Ibidem, 2002, p. 155.
[21] Ibidem, 2002, p. 163.
[22]Ibidem, 2002, p. 165.
[23] Ibidem, 2002, p. 173.
[24] Ibidem, 2002, p.180.
[25]Ibidem, 2002, p. 181.
[26] Ibidem, 2002, p. 185.
[27] Ibidem, 2002, p. 190.
[28] Ibidem, 2002, p. 195.
[29] Ibidem, 2002, p. 205.
[30] Ibidem, 2002, p. 206.
[31] Ibidem, 2002, p. 211.
[32] Ibidem, 2002, p. 286.
[33] Ibidem, 2002, p. 287.
[34] Ibidem, 2002, p. 290.
[35] Ibidem, 2002, p. 297.
[36] Ibidem, 2002, p. 298.
[37] Ibidem, 2002, p. 299.
[38] Ibidem, 2002, p. 300.
[39] Ibidem, 2002, p. 300.
[40] Ibidem, 2002, p. 302.
[41] Ibidem, 2002, p. 302.
[42] Ibidem, 2002, p. 303.
[43] Ibidem, 2002, p. 304.
[44] Ibidem, 2002, p. 309.
[45]  Ibidem, 2002, p. 313.

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